quarta-feira, 31 de março de 2010



“Como é que é? O gajo aparece ou não aparece?”
“Quem?”
“Oh, oh Tó Zé, ‘tás a gozar comigo, não? É que só podes! O coiso, o espad... espadarte, ou espagarte.”
“Vem, vem! Quando esse fulano aparecer, pá, espeto-lhe com isto no olho que vai-mas pagar bem caras, vais ver!”


Eu não thou thopinha de matha, thsá?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Das taras e manias...

O que vale é que cada um de nós sabe de si e Deus sabe de todos!
Que toda a gente tem manias, umas mais esquisitas que outras, toda a gente sabe!
Querem saber qual é uma das minhas, querem? Pois, não vos vou dizer!!! Pronto, vá, eu conto... É muito estúpida, aviso já! Mesmo, mesmo, mesmo muito estúpida!!!
Ora então cá vai: detesto que escrevam o número na minha senha do passe (social, pois tá claro!) com uma letra feia!!! Pronto, já disse! Eu avisei...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Da bipolaridade ou algo parecido


Já que estou na onda radiofónica, ainda há umas coisinhas que eu tenho para dizer. O que vale é que tenho há pouco tempo, por isso não tenho sofrido muito com isto guardado dentro de mim.

Há uma semana descobri uma coisa maravilhosa! Descobri que posso ouvir rádio de manhã no computador, em vez de ser pelo rádiozinho pequenino a pilhas (sim, eu às vezes raciocino muito lentamente). É um bocado chato, porque quando estou a tomar banho não consigo ouvir nada, mas paciência. Ele na vida temos de tomar decisões e as opções tomadas nem sempre são perfeitas. Contudo, eu não deixei o meu rádiozinho, coitadinho, encostado a um canto, em plena desactividade. Não! Eu levo-o comigo para a cozinha, para ele não se sentir muito triste. E foi nestas minhas andanças de agora ouço no computador, agora ouço no rádio, que descobri uma coisa! Existe um delay entre as duas transmissões! Pois é... a rádio ganha ao computador. Quem diria, ãh? Uma coisinha daquelas, tão pequenina, de som rasca, ganhar a uma bomba que me levou o couro e o cabelo. Então lá ando eu, a ouvir, volta e meia, coisas repetidas. O que dá um certo jeito, porque assim tenho a oportunidade de insultar os tais pretensos humoristas duas vezes! Ahahah! O pior é quando tenho as duas coisas ligadas ao mesmo tempo. Bem... e o esforço cerebral que é, às poucas da manhã, tentar acompanhar uma delas... Ui...

Olhem... bidas...

quarta-feira, 24 de março de 2010

(num café...) "Emplastras! A ocuparem mesas e a dividir um pastel de nata por 4!
Dizem que é por causa da diabetes.... que não podem!
Então se não podem levantem o traseiro e vão para o jardim!"
"Pensas que lá por seres uma carinha laroca com uma barriguinha proeminente, as gajas fazem tudo o que tu queres?!"

Aspas... para que te quero?


Como eu sou uma gaja de palavra, cá me encontro novamente com vocês para vos matar a curiosidade sobre o tal momento traumatizante da minha vida.

Local: faculdade
Ano: não vem ao caso, mas já vão uns quantos. Ah, já percebi, desculpe. Estava a perguntar ano da faculdade? Ah... (risinho de nervosismo... ups!) 1º (ah, caloira...)
Cadeira: Cultura Portuguesa I (felizmente nunca cheguei a ter a II!)

Pois que era meio-dia, aquela hora horrível em que meus olhos um grande esforço faziam para se manterem abertos. Caloira, recém-chegada também à cidade, ainda a ambientar-me a uma série indeterminada (reparem no meticuloso trocadilho com “certa e determinada”. Rebuscado!) de coisas. Professora execrável: baixinha, magrinha, cabelo branco, distante, que não olhava nos olhos dos alunos. No meio de uma enxurrada de coisas que não percebia, finalmente disse algo num português que consegui assimilar. Oh, e que mensagem! Ela disse... ela disse... que usam-se as aspas abusivamente, cegamente... injustamente... e pior! Ela fez pior! Ela... ela ergueu as mãos e... troçou daqueles que, no discurso oral, erguem também suas mãos e fazem o gesto das aspas. Oh... Oh!

De tal maneira captei a mensagem que até hoje retenho isto e nunca, NUNCA mais fiz o gesto. Verdade seja dita que nunca o fazia muito mas... nunca mais. E na escrita ainda menos... até... até... pronto... até... começar o blog. Mas pronto, aqui é diferente, é um tom mais coloquial, mais: “Então, pá, ‘tás bom?” e coiso... Entendem, não entendem?

terça-feira, 23 de março de 2010

Oi? Deve estar a escapar-me alguma coisa...


Olá! Como estão? Pois, eu cá estou. Antes de começar a discursar sobre o que quer que seja que me surja, gostaria de apresentar as minhas sinceras desculpas pela minha ausência, mas isto a vida de uma gaja, que às tantas não sabe se está mal por causa de uma coisa ou de outra, é complicadinha como o caráças.

Bem, apresentadas as desculpas, aposto que estão mortinhos por saber em que vou cortar. E olhem que escolhi bem o verbo. Hoje vou ter mesmo de cortar. Então hoje vou falar de humor. Numa acepção generalista, ou seja, não num determinado tipo de humor, não aquele que eu prefiro ou aquele que eu não acho piada nenhuma.

Eu sou uma pessoa que adora rir, ouvir e dizer piadas, e aprecio o género especialmente de manhã, naquele humor radiofónico. Ora, parece que agora é condição imperativa haver “humoristas” nas rádios e principalmente nas emissões matinais. O pior é que às tantas vasculha-se tanto mas tanto na tentativa de encontrar alguém que diga alguma coisa “gira” que as pessoas acabam por não ter graça nenhuma e o “humor” revela-se desinteressante e pouco imaginativo. E a mim o que me irrita (e agora entra a parte do cortanso) é que parece que agora qualquer palhaço consegue fazer humor e isso entristece-me um pouco (mas poucochinho, não é assiiiiiiim uma coisa por aí aléééém). E o pior pior é quando essa gente, para além de ser uma seca no que diz, nem consegue vender o seu peixe como deve de ser, porque também eles lêem os textos como se estivessem a ler a lista de supermercado!

Olhem, uma chatice muito grande porque eu sou contra a banalização das coisas. Mas secalhar sou eu que sou muito esquisita nestas coisas (e se fosse só nesta! Hah!) e depois acabo por gostar de muitos poucos humoristas. Acabo com um repto final: Maaaaaaaaaaaarrklllllll, volta para a Antena 33333333333!!!!!!!! Por favoooooooooooorrrrr!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Notinha: estou plenamente consciente das aspas que pus e também eu sou contra o uso delas, de tão traumatizada que fiquei com uma certa e determinada cena que explicarei a tempo devido. Bem hajam!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Alguém me explica?... – parte II

Já uma vez aqui partilhei com vocês uma coisa que me atormenta e irrita solenemente. Também disse que voltaria noutro dia para falar novamente de coisas que me tiram realmente do sério. Hoje é o dia!

Mas por que raio tenho eu que estar sentadinha num transporte público (já não bastava...), a levar com um marmelo a palitar os dentes mesmo à minha frente?! E ainda por cima com o ar de quem está a conquistar meio mundo feminino com aquele esburacar da dentição! Porquê?!

Já uma vez levei com uma senhora armada em fina, mas que de fina tinha só mesmo a lima com que desenfreadamente limava as unhas, a atirar aquele pózinho branco e aquelas cutículas nojentas para cima do meu casaco preto! A Bluedressed que vos diga...

Para a próxima venho aqui contar-vos a história da senhora que espalha as embalagens de bacalhau congelado pelo banco do autocarro fora e depois, ao ver-me de pé diz que “tira já e a menina já se pode sentar”...

Agora meus amigos, tenho que ir tirar o bife que tenho enfiado no molar e já cá volto, tá?!

terça-feira, 16 de março de 2010



Há dias resolvi fazer um teste. Eu costumo dizer, em jeito de desculpa esfarrapada, que a catrefada de livros que li na faculdade tirou-me a vontade de ler agora. A verdade é que não me consigo agarrar a um livro com facilidade, aliás, são raros os casos de livros que me entusiasmaram realmente. Por isso, e com saudades de sentir essa ligação novamente, resolvi pegar num desses livros, que li há já uns anos e na faculdade, para perceber se, volvido este tempo, ainda teria o mesmo efeito em mim.

Estou a falar do “Fio da Navalha” (‘The Raizor’s Edge’, já que estou a ler na língua em que foi escrito). Bem, meus amigos, aquele livro tem mesmo alguma coisa que eu considero especial. Não consigo é dizer o quê. Não sei se é pela ligeireza da escrita ou pela forma como consegue abordar temas tão fortes como a complexidade do ser, acompanhado de uma forte contextualização histórica que condiciona, e muito, o desenrolar da vida das personagens.

Olhem, não sei. Só sei que estou a adorar reler este livro e é bom saber que há coisas em mim que, apesar de passados quase 8 anos, não mudaram!

sábado, 13 de março de 2010

Fui traída!!! Valha-me Deus!!!

Hoje descobri várias coisas fantásticas! Coisas que vão mudar a minha vida! Mas não só a minha vida... bom, começando do princípio...

Num jornal diário leio esta brilhante opinião de um leitor: “Com homem te não deitarás, como se fosse mulher; abominação é... porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra... e a terra foi contaminada. (Bíblia Sagrada). A prática legalizada desta abominação aos olhos de Deus levou à ruína e extinção de poderosas civilizações, especialmente da romana. Será que ainda não aprendemos?” Ora, perguntam vocês, o que é isto???!!! Foi o que eu me perguntei... Mas mais do que me perguntar esta e mais uma série imensa de outras coisas, senti-me mal! Senti-me muito mal mesmo! (Ía vomitando mas isso deve ter sido qualquer coisa que me caiu mal ao pequeno-almoço... não sei, digo eu!) Ah! Caso ainda não tenham percebido, o título desta “opinião” é: Casamento gay.

Fui traída! Sei lá quantas vezes!!! Sendo assim, para que andei eu quatro anos numa faculdade privada, com os meus paizinhos a esfalfarem-se para me pagar as propinas, a ter aulas às 8 da manhã, a ter que jogar às cartas no bar (ai desculpem, isto não era para dizer!) Bom, adiante com a minha teoria... Para que andei eu a licenciar-me em História, a saber tudo e mais alguma coisa sobre a história política, social, mental e cultural das civilizações clássicas, se afinal tudo se resume a um declínio dum império pela “prática legalizada desta abominação”? Hã???!!! Para quê?! Dra Helena da Rocha Pereira, para que andei eu, a ler com todo o prazer os seus livros sobre as culturas clássicas quando afinal se desmoronaram por causa dos gays?! (Alguém devia avisar esta senhora que andou anos a fio a queimar as pestanas para tudo se resumir a isto...)
Vai daí, que concluo que os gays e “a prática legalizada desta abominação aos olhos de Deus”, foram a causa do desaparecimento dos Maias, do império romano, do grego, do Alexandre O Grande, do triângulo das Bermudas, dos Jardins Suspensos da Babilónia, do conflito israel-palestiniano... e mais!

Gays! Por favor, afastem-se de tudo o que nos resta ainda da herança romana! É um favor que vos peço! Das Pontes, das vias, das fontes... Afastem-se! Afastem-se que podemos, por vossa causa, perder tudo o que resta do nosso património!
Além disto tudo, afastem-se também e principalmente de pessoas que pensam assim! É que nem Deus, nos seus piores dias, diria um disparate destes!



P.s. – Cá p'ra mim, abominação, é o português deste leitor!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Incarnando a cor do lar

Cá volto eu à carga com mais uma daquelas descobertas (minhas, de mim para mim) que me têm surpreendido. Depois de perceber que certos problemas de congestionamento, sendo facilmente resolvidos com um iogurte matinal, andam a ser publicitados graças ao trabalho, ao laboro, de um senhor chamado Jacques Offenbach, descobri outra coisa.

Curiosamente ou não, parece que há uma forte tendência para ir buscar excertos de música dita erudita para ilustrar produtos ligados ao aparelho digestivo, e o pior é que continuamos no mesmo órgão, nos intestinos. Ora vejamos: alguém se lembra daquele anúncio que dizia: “Cologar, cor do lar?” Hmm? Alguém?... Anyboby? Então não é que esta frase vem no culminar do excerto de uma peça de Mozart? Coitado do homem! Tanto que ele trabalhou (secalhar foi por isso que morreu cedo, vai-se lá perceber a relação...) e agora (que é como quem diz, porque já lá vão uns valentes anos) pegam no “Et incarnatus est” e... coiso? Papel higiénico? O Mozart? (Ainda vou ter de perceber por que tenho de acabar os meus posts sempre indignada com alguma coisa...)

Para quem quiser dar uma espreitadela,


segunda-feira, 8 de março de 2010

"O que sempre soube das mulheres mas tive à mesma de perguntar"

"Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

Rui Zink, Jornal Metro, 08/03/2010


A LittleGirlBlue e a Bluedressed não quiseram deixar passar este dia em claro (por gostarem tanto, ou não gostarem mesmo nada do Dia da Mulher (ainda não percebi...)) que acharam que quem melhor para o celebrar, que um homem?! Elas lá sabem, coisas destas duas...

sábado, 6 de março de 2010

The XX!

Estes putos são muito bons!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A minha boca é um túmulo!

Ai meus Cridos! Ai meus Cridos, que eu não ando com imaginação nenhuma para escrever coisas para vocês. Eu ter assuntos até tenho mas sabem como eu sou, não sou moça para falar assim de qualquer coisa de qualquer maneira…

Ora, para não correr o risco de contar nada desinteressante, vou dizer mal de alguém. É sempre uma coisa por que toda a gente se interessa. Ora deixa cá ver… vou dizer mal… bem, em primeiro lugar, tem de ser de uma pessoa que não saiba do blog… depois, deve ser de uma pessoa que eu odeio mesmo, que é para o post sair muito irado. Por isso, vou começar a pensar… Ah, já sei! Esta é fácil. Vou dizer mal da minha vizinha da frente! Aaaa… vizinh… bem, bem… aqui em Lisboa… não pode ser, porque não está a viver ninguém lá… a velhota foi viver com a filha… Ahah! Mas já o genro dela… Há duas semanas estava um papel na porta, do tribunal (não confundir com A porta do dito), a querer a cabeça do homem! Já para não falar que diz que há fuga de gás! O risco que eu estou a correr! E o susto que eu apanhei, quando cheguei a casa um certo e determinado dia e vi a porta vedada com aquelas fitas! Apeteceu-me logo gritar: “Assassíno, como pudeste? Uma senhora tão boa!”. Senti-me uma autêntica figurante nos CSIs e tal… e coiso… “Elementar, meu caro Watson”, diria o Sherlock Holmes ao companheiro (note-se que hoje em dia seria mais “Dah!”), “Nem mais, Hastings”, exclamaria Poirot, reguzijando-se com o pensamento num arroz à valenciana… Mas olhem… quando olhei melhor para a treta da fita, qual PJ, qual PSP… nem Polícia Municipal sequer… era a Lisboa Gás. Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh!!! Pior, pior! Não morreu a velha porque deu de frosques antes que a coisa piorasse para o lado dela, mas posso lixar-me eu! (Agora, como habitual, acabo com uma moral da história desapropriada e ilógica) Isto, isto… nem nos mais antigos podemos confiar. Não admira que o genro lhe tenha saído assim… fresco!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Chuv... Cumo disse?

Ai! Aqui vai um desabafo. Parece que há um provérbio fabuloso, mas com o qual só me lembro de ter cruzado hoje. Ouvi-o às sete e tal da tarde (ainda noite em Fevereiro) e proferido da boca de um gajo que, dado o local onde se encontrava (na esquina de um prédio), pensei: “Bluedressed (bem, não foi bem Bluedressed, foi mais o meu nome verdadeiro. Vá, simulemos aqui a coisa [para parecer mais verídico]: Rafaela, é desta de te acontece das boas! Até que enfim porque… quer dizer… para cima de onze anos nesta terra e não passas de assédios reles no metro…”.

Eu sinceramente nem me apercebi da presença do tal senhor, tal era o enebriamento causado por um outro senhor chamado Sol Sobreagudo. Mas ainda bem que aquele receio que tive, breve… ténue… foi infundado porque afinal o que aquele… varão… fez foi desabafar, em jeito de “a mim ninguém me consegue deitar abaixo”: “Chuva de civil não molha militar!”.

As palavras sábias vêm da boca de quem menos esperamos… Até da educação rígida e firme de um… militar…

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O sobrinho do Cristiano Ronaldo, os mais de um milhão de desempregados e ainda…

Hoje tive uma daquelas atitudes que geralmente me irrita quando estou num local público a tentar ler… seja uma revista ou um livro mas principalmente um jornal. O desgraçado do senhor que estava sentado à minha frente no comboio, estava descansadinho da vida a ler o seu jornal até ao momento em que percebeu que a gaja que estava à frente dele (moi même!) estava a tentar ler também! O seu jornal! (Ò amigo, bem que podia ter dado um jeitinho que havia ali umas coisas que estavam difíceis de conseguir perceber!)

Nem me estavam a interessar as “gordas” por aí além até olhar bem para a primeira página do jornal, um conhecido diário da nossa praça, e perceber que o nascimento do sobrinho do Cristiano Ronaldo é muito mais importante que o meio milhão de desempregados que temos!!! Ok, podem dizer-me que não é todos os dias que nasce um sobrinho ao Ronaldo ao contrário das pessoas que todos os dias são despedidas! Apesar disso… está mal!!! A meu ver está muito mal!!! Detesto estas coisas! Letras garrafais para o nascimento do petiz e umas daquelas pequeninas, mas tão pequeninas que parecem aquelas cláusulas dos contratos e documentos do banco e afins que uma pessoa para as conseguir ler tem que andar sempre munida de uma lupa no bolso do casaco!) Felizmente, o sobrinho do Ronaldo, se tudo correr bem, terá uma vida boa e sem dificuldades, ao contrário daquelas famílias que de um momento para o outro ficam “instaladas” em casa, provavelmente a ver no noticiário e a ler nos jornais teorias, pensamentos e votos de felicidade para o sobrinho do nosso mais que tudo do futebol português e nem uma breve nota de rodapé sobre como vai ser a vida deles e dos filhos daqui para a frente!

Opá, a sério, um bocadinho mais de respeito pelo mundo real, meus senhores! Que a criança seja muito feliz é o que desejo! Ela e todas as crianças do mundo! (Calma que não quero armar-me em Miss Universo a dizer que quero acabar com a guerra e a fome no mundo…) Acabemos com as palhaçadas e as vidinhas cor-de-rosa e vamos lá a respeitarmo-nos mais uns aos outros! Também sei que muitas vezes “é o que o leitor quer” mas se não oferecermos mais nada ao leitor, este nem sequer pode escolher! Ou não é?


No meio daquela amálgama de informações, descubro também que o Sr. Jesus (o treinador do Benfica, não o outro senhor…) “proibiu os seus jogadores de usarem collants” no jogo! Pois acho mal! Coitados dos moços! Então se têm frio não hão-de usar um collanzito porquê? Podia ser que rendessem mais! Mas, conselho de amiga, por favor, usem collants da cor da pele!!! Assim só para não destoar muito! Confesso que para mim, jogador da bola é de calçonito e manga curta, de pelo no peito e a comer relva se for preciso mas… pronto, os tempos alteram-se, eu sei! Além disso faz um frio do caraças em Berlim!!!

Até que enfim... LIVRES!!!

Meus caros fofos, para nosso gáudio, vimo-nos libertas destas amarras que nos prendiam à incerteza e amargura de não sobreviver ao dia seguinte! Cada momento foi por nós vivido com intensa dúvida mas, ao mesmo tempo, conforto e satisfação por sabermos que estavam ao nosso lado! A apoiar-nos... a encorajar-nos, a dar-nos esperança! Para quê, perguntam vocês!

Estamos livres! Este espaço, por nós humildemente nutrido, trará frutos no futuro por vós saboreados. Isso é agora uma certeza! Porquê, perguntam vocês!

Pronto! Vá! Já chega!!! JÁ NÃO SOMOS UM BLOG SPAM!!!

Houve alguma mente iluminada dentro da net, que finalmente, após 3 pedidos de libertação destas amarras, percebeu que o nosso mais que tudo, o nosso fofo, o nosso menino (para quem ainda não percebeu, este blog...) é um espaço inofensivo, sem links para sites de gente porcalhona e de venda de coisas badalhocas!

Portanto, sendo assim, fiquem bem, que nós também!
(olha, rimámos!!!)


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Raparigas estranhas…

Já estamos a precisar outra vez de um pouco de música, não vos parece? Vamos fechar o ciclo Tori Amos nesta fabulosa rúbrica de Música feita por Gajas.

Depois de uma série de problemas pessoais, ao fim de alguns anos conseguiu finalmente encontrar a paz e um novo rumo, através da tão desejada maternidade. No primeiro álbum lançado após o nascimento da Tash, “Strange Little Girls”, a Tori decide apresentar uma série de canções interpretadas originalmente por homens mas que falam de mulheres. Ela pega em Lloyd Cole, em Lou Reed, nos Stranglers… e mostra o que ela pensa. A versão do “97 Bonnie & Clyde” do Eminem é, para mim, assustadora de tão brilhante. Mas adiante. Não faltou o “Enjoy the Silence” que, curioso ou não, foi beber aos alicerces da música, à demo que o Martin Gore inicialmente compôs (àquela mesmo antes de fazerem a atrocidade de pôrem o Dave nos Alpes a passear com uma cadeirinha de campismo, até que ele se passou e disse: “Façam vocês o resto, eu não estou mais para isto!” e bazou. Mas antes ainda teve tempo de gravar umas cenas em Portugal!).


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

São Pedro, meu rico São Pedro!!!

Meu rico São Pedro, mas que raio de mal te fiz eu para merecer tanta chuva?! Sim, que mal te fiz eu?! Eu até vejo os filmes todos da Páscoa!!!
Caso não te lembres, eu sou tipo “osga”! Eu gosto é de sol! E de calor! A mim, só me faltam as ventosas e passar tardes inteiras colada numa parede a mexer apenas os olhinhos! Vá lá... Diz lá o que queres em troca e oferece-me lá uns diazinhos de sol!!!
Ou isso ou uma máquina que seque roupa...



P.s. – desculpa lá a etiqueta mas começo a desesperar com tanto cinzentismo à minha volta...