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quinta-feira, 22 de março de 2012

Manifesto Anti… Anti… Anti tudo, pronto!



Meus Fofos, a Bluedressed vem fazer um manifesto. Assim como Almada Negreiros assinou o seu, lá por causa do outro que dizia mal deles, também eu assino o meu e vou chamá-lo… Manifesto da Má Índole e da Preguiça. Sim, isso mesmo.
Sabem como eu sou, insurjo-me contra tudo e contra todos, mais pareço uma sirene daqueles carros antigos de tanto que ronco. Má Índole porque… porque… por causa das más condutas e comportamentos reprováveis (do meu ponto de vista) e da Preguiça por causa de coisas que as pessoas dizem que não querem fazer só porque acham que, se uma gaja lhes diz olá, já quer casar com eles! Um nojo, reprovável e, sinceramente, enquanto gaja, para além de achar completamente castrador, acho uma afronta contra a minha pessoa, pois nem sequer consigo demonstrar que estou-me nas tintas para filhos e o cacete!
Sabem a que é que isto pode levar, meus Fofos? Claro, a comportamentos desviantes, da minha parte. Desviantes daquilo que é a minha conduta e as minhas características. Conclusão: ide-bos tudos lixare que é para não começar a gozar com esta m***a toda ou então desatar a chorar, de tanta raiva!
Morte ao Dantas, Pum! Ou o que lá o que ele diz!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Covers forbidden


Meus fofos,

Desde quando há música? Desde quando o homem percebeu que, chocando duas pedras, produz não só lume mas também som? Há muito tempo, meus Fofos, há muito tempo. Então, pergunto eu, por que é que tudo o que é artista falhado pega no ‘One’ e no ‘Englishman in New York’?
Por favor, artistas deste mundo, esqueçam que estas duas músicas existem! Já não aguento mais!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Do Paris-Dakar... em Benfica!

Haverá lá coisa melhor que acordar às 5:10 da matina com um gajo armado em Fangio (nem sei se este senhor era piloto do Dakar e muito menos se o seu nome se escreve assim mas como sempre ouvi o meu irmão dizer que queria ser como ele...) na rotunda da rua onde se vive, dois metros à frente da janela do quarto onde eu tentava dormir?! Não há! Que eu sei que não há!!! É que não pode haver!...

Mas, meu amigo Fangio, esta rotunda não é a Cordilheira dos Andes! 'Tá bem que há árvores mas daí a ser algum vestígio de selva... também há animais mas... calma!!! De certeza que não viste público... nem à chegada nem à partida! Porque terá sido? Se calhar por que estava tudo a dormir, não???!!!

Espero que te tenhas divertido e para a próxima vai fazer isso lá para o teu bairro, 'tá?

Muito agradecida!

P.S.1 - Aviso-te que se tentas a mesma brincadeira mas de mota, és capaz de "tropeçar" em alguma coisa na segunda voltinha que deres à rotunda!

P.S.2 - Toma lá outro conselho e não digas que vais daqui de mãos a abanar: um camião deve capotar nesta rotunda... só pra que saibas!...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Para bom entendedor...

É só para informar que não tenho tempo nem pachorra para gente parva, cobarde e mal resolvida!

(Para bom entendedor meia palavra basta, certo?)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Há requisitos para se estar numa mesa de voto? Se não há, devia!!!

Fui votar. Fui, como fui sempre até hoje! Portanto, até aqui nada de novo! Novo, novo foi a má educação e as trombas de quem estava na mesa de voto!

Eu não preciso que saibam falar inglês ou percebam alguma coisa de quimica quântica! Muito menos precisam de falar francês e tocar piano! Mas devia ser requisito obrigatório para se estar numa mesa de voto, saber, pelo menos dizer "bom dia" e "obrigado"!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sorry, but I can’t hear you!

Há já algum tempo que não venho para aqui protestar, por isso acho que chegou a hora. O motivo é o seguinte: como pessoa citadina, que mora na capital e trabalha na capital, demoro eternidades para chegar ao trabalho e utilizo mais do que um transporte. Ora, o que faço para passar esse tempo da melhor forma? Não, não leio (porque confesso que ler aos solavancos e às pinguinhas não me dá muito jeito), ouço música. Aqui há atrasado, tive de comprar uns fones novos (e que, por acaso, só ainda não deram o berro porque já estou farta de enrolar fita cola no fio para ver se aquilo aguenta mais um bocadinho) e são daqueles encastráveis, tipo tampão. O que é que isso quer dizer, meus fofos? Exacto, que não consigo ouvir mais nada para além da minha música. Pois… E isto de se andar sempre nos transportes públicos faz com que se criem rotinas e códigos de entendimento implícito. Ok, até parece engraçado, pessoas que não se conhecem conseguirem comunicar através de comportamentos subtis e padronizados… mas… daí a eu ter que fazer uma ginástica mental… abram a boca, meus senhores, abram a boca! Ora, eu estou sentada no autocarro e uma pessoa chega-se a mim e fica ali especada. Não é preferível dizer: “Com licença” ou “Dá-me licença”, para dizer que se quer sentar no banco ao lado? Mas isto acontece principalmente com chavalecas. É aquela inimizade que se cria à partida entre mulheres, só porque sim, porque faz parte, é tradição e tem de ser… Oooohhhh, não tenho pachorra para isso! Abram a boca, bacanas, peçam licença, porque eu não me levanto enquanto vocês não explicarem o que pretendem com o vosso colanço! É que lésbica não sou, nem tenho aspecto de tal, por isso… pedir um cigarro… dentro de um espaço fechado… Ai, não há cu para a má educação deste pessoal. É que há muito que deixou de ser só atrofianço da idade!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mas quem é que vos disse que eu quero saber lá do casameno dos outros tansos da Inglaterra, ãh? Que seca!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Eu tenho cá uma amiga...

Ai, meus amigos… ai… Como eu gosto de receber postais e cartas! Por acaso gosto bastante! O que eu não sabia era que a Segurança Social também gostava tanto de escrever às pessoas! Nomeadamente a mim! Podem não acreditar mas recebo mais correspondência da Segurança Social do que de qualquer outro namorado que já tenha tido!

Devo ter um problema com esta “senhora”, só pode! Há quem tenha problemas de costas, de ouvidos, de bexiga… eu tenho um problema de Segurança Social!!! É uma cruz que eu carrego há anos e, pelos vistos, vou continuar a carregar até ao fim da minha vida. É que não é normal… Ou é porque não me inscrevi, ou porque me inscrevi; ou porque não paguei ou porque paguei; ou eu entendi mal ou a funcionária entendeu mal; ou eu pago a mais ou eles me pedem a mais; desta vez parece que faltou uma declaração… entreguei a declaração! A seguir, faltou outra declaração… entreguei a declaração! Agora… agora falta outra declaração!!! Mas afinal quantas declarações querem?! Decidam-se duma vez por todas que eu tenho mais que fazer!!!

O tema da Segurança Social é um tema recorrente nos meus textos aqui no blog. É verdade, e às vezes tenho receio que se enjoem com tanta referência a esta extraordinária instituição, mas é que ela faz mais parte da minha vida do que muito boa gente que anda à minha volta! Não passa sem mim! Eu já lhe disse que não quero comprometer-me com ela, que tenho outros gostos, que há tanta gente disponível, para ela aproveitar a vida com alguém que goste mais dela do que eu… mas ela nada… escreve-me cartas atrás de cartas, faz-me passar horas à sua espera… já lhe dei dinheiro durante mais de dez anos, não para pagar alguma chantagem ou favores que me devesse mas sim porque sou boa cidadã e gosto muito de ter as minhas continhas em ordem… mas de nada serviu… cartas, avisos, postais, eu sei lá… uma parafernália de comunicações e afins! Eu preferia que ela me mandasse uma caixinha de bombons, um ramo de flores, um conjunto de maquilhagem, um pijaminha engraçado… mas não…

Agora só espero que não me aconteça o mesmo que à colega de blog com a Ensitel e a boa da Segurança Social me mande retirar todos os textos sobre ela daqui do nosso menino! É que caso isso aconteça, vou ficar assim a modos que despida… é que já são tantos os meus textos sobre ela…

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Qué frô?

Pois que a mim… pois que fui alvo esta semana de uma cena muito triste.

Este inverno resolvi começar a andar mais de perna ao léu e vai daí comprei um vestidinho. Vai daí também e encontrei, por acaso, numa loja dos chinenses uns collants magníficos que vim a descobrir que são polares (!). E pronto, a Bluedressed lá anda toda contente, trá lá lá, e regressa do trabalho como? De transportes públicos, claro. E o que faz? Senta-se, claro, porque está cansada. E o que é que vê à sua frente? Um Qué Frô, também sentado. E passado um quanto tempo o que vê a Bluedressed? O Qué Frô a inclinar a cabeça para o lado para ver se consegue ver as cuecas da Bluedressed… Oh… meu… Deus…

Eu disse-vos que era uma cena triste. Triste e infrutífera porque de certeza que não conseguiu ver nada, se bem que eu, às páginas tantas e pela falta de hábito, penso que estou de calças… e que sou um homem e sento-me daquela maneira meio deselegante como os homens se sentam: “Este banco é todo meu!” e, pimba, perna aberta! Qual esparregata! Sim, eu sei. Nem todos os homens se sentam assim. Vocês também, pá, não perdoam! Fogo, pá! Fogo!

Qué frô? Não… não qué… frô?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Conversas da treta!

Ai o que eu adoro conversas de circunstância!

- "Bom dia! Como está?"
- "Bom dia! Tudo bem e a senhora?"

(Passados cinco minutos de sorrisinhos parvos...)

- "Ai este tempo! Está mesmo feio! A chover, que chatice!"
- "Pois, mas é o tempo dela."

(Passados três minutos...)

- "Este autocarro atrasou-se um bocadinho!"
- "Foi. De vez em quando prega-nos estas partidas."

(Mais três minutos depois...)

- "Ai, olhe o que chove!"
- "É verdade, e eu sem chapéu!"
- "Eu vá lá que me lembrei de o trazer! Já estava a sair de casa!"
- "Pois, vá lá!"

(A viagem parece uma eternidade e ainda há tempo para mais uma análise ao tempo...)

- "Parece que vai estar assim o fim de semana todo!"
- "Uma pessoa a querer passear e olhe..."

(A nossa paragem nunca mais chega...)

- "E a crise?!"
- "Ai a crise!..."

(E eis que finalmente estamos prontos para sair!)

- "Então bom dia!"
- "Bom dia também para a senhora! Felicidades!"
- "Obrigada! Igualmente!"

Epá, então não era melhor estarmos caladinhos, cada um na sua vidinha... Detesto estas conversinhas! Ainda por cima de manhã! Ainda o meu cérebro está na cama e a má disposição demasiado ao de cima...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dengue!

Meus, amigos, meus amigos! Bom, bom, bom, bom! Vamos lá ver se a gente se entende, vamos já esclarecer uma coisa.

Eu venho por este meio expressar o meu repúdio e restabelecer a verdade relativamente a um facto.

Aqui há atrasado, houve um certo e determinado campeonato de surf numa localidade que sabeis que é para mim muito cara e acontece que sucedeu uma fatalidade a um senhor que praticava o surf. Sucede que ele morreu. E morreu do quê, perguntam vós? Especula-se que de dengue. :O Sim, dengue. Mas especula-se muito mais. Como notícia que é, tem de responder às perguntas fulcrais: quando e onde, não é verdade? Ora quando: no campeonato de surf; e onde: nessa bela localidade! :O

:O

Dengue? Oh… oh… meus anigos… então mas agora estão para aqui a insinuar que nós lá temos essas coisas? Que somoze todoz assim pouco… e depois há o dengue? Nós lá não temos disso. Temos o carapau, o safio, o cherne… dengue é que não! Isto há cada gente capaz de dizer cada coisa que eu… ai…

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eu nasci, tu nasceste, ele nasceu. Todos nós nascemos. Vamos lá ter calma, pessoal!

Fruto de circunstâncias familiares (e podem acreditar, não pensem que isto aconteceu ou está a acontecer a mim, como tal, é mais uma estratégia para nos ludibriar acerca dos meus factos pessoais, ãh!), tenho contactado com algumas questões relacionadas com a natalidade, pré-natalidade, neste caso. As inúmeras idas ao médico, os inúmeros exames. De facto, tenho vindo a perceber: 1º, que a ciência está muuuuito evoluída, ouve; 2º, que uma gaja já é mãe antes de o bebé estar cá fora. Mas para “serious statements” terei que fazer outro post, ou então não, porque a Bluedressed não é cá gaja de dizer coisas fofas, fazer “ooooh” e bater com a mão no peito. A Bluedressed é, sim, gaja para lançar reptos, levantar questões! Calma, calma.

Bem, aaaa... o que realmente gostaria de dizer é o seguinte: eu concordo que haja um acompanhamento rigoroso, consciente e controlado, tanto da futura mamã (oooooooh! Such a sweet word!) como do bebé (cutchi, cutchi). Não concordo é com o facto de este controlo levar à supervisão exagerada, sufocante, conduzindo as pessoas à obsessão ou à loucura, com o pânico de não estarem a cumprir os padrões médicos estitpulados.

Meus amigos, se uma pessoa não tiver a cabecinha no lugar, fica obcecada e maluca! Eu apoio todas as medidas que conduzam à segurança da mãe e do feto, ao zelo pela sua saúde, mas os padrões são isso, são elementos construídos para as pessoas se regularem. Se está tudo bem, para quê lançar o pânico? Nós também não nascenos? Não estamos bem? E nossas mamães também!

Calma, meus fofos, tende calma. Falam em depressão pós-parto? Pudera! Uma gaja já anda aflita não sei quantos meses antes!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Menos, “fáxavor”!

Bom, podia vir para aqui discutir a utilidade das caixas multibanco mas isso seria um verdadeiro disparate! Isso eu não discuto mas posso discutir outras coisas.

Eu até simpatizo com o bonequinho do multibanco. Tem um ar um bocado parvo mas isso também muito boa gente tem e não é por isso que deixamos de gostar dela, não é?!

O que eu não percebo mesmo é a utilidade daquela senhora anã que está dentro da caixa multibanco (como diz o meu amigo G.), que nos ordena em alto e bom som para retirarmos o nosso dinheiro! Ora vejamos:

1º - se eu vou a uma caixa multibanco e peço para levantar dinheiro, tenho a certeza absoluta que não me vou esquecer dele na máquina!

2º - se for para algum invisual saber que o seu dinheiro já está à vista, esqueceram-se com certeza que a pessoa não vê! E não que não ouve! Ò senhores, a pessoa é cega! Não é surda! Não é preciso uma gritaria daquelas!!!

3º - Eu não tenho muito dinheiro. Ora, se não tenho muito dinheiro, se alguém me roubar o dinheirito que estou a levantar eu não vou ficar muito feliz! Nada feliz mesmo! Sendo assim, não tenho vontade nenhuma de estar a chamar a atenção para esse facto!

Agora pergunto eu: como é que eu posso passar despercebida com a tal senhora anã que está enfiada dentro da máquina, aos gritos, a dizer: “Por favor, retire o seu dinheiro!” Não é preciso minha senhora! Agradeço muita a sua chamada de atenção mas dispenso! Portanto... menos, minha senhora! Menos!!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Prima da tia da vizinha da amiga da minha mãe...

Eu hoje venho aqui falar duma coisa que me anda a atormentar e quanto mais eu penso mais eu cismo, como é que gente tão socialista desiste de fazer o socialismo... ai meus fofos (como diz a Bluedressed) desculpem lá, enganei-me! Esta ideia é de outra história! É do Sérgio Godinho! (ou Sérgio Gordinho, como o chamava o meu irmão quando era miudito! Agora já não é... miudito! Nem é miudito nem chama o Sérgio de Gordinho! Bom... adiante!) Estava eu a dizer que esta frase é duma musica muito antiiiiiiiiiiga e que eu adoro: Venho Aqui Falar!

Bom, mas não era do Sérgio Godinho que eu vos vinha aqui falar. Só vim aqui falar duma coisa que me anda a atormentar! Passo a explicar...

Não gosto, é que não gosto nada, mas mesmo nada, desta ideia que se vem desenvolvendo entre alguns serviços da nossa praça de que somos todos uma grande família! Olhem, #$&*% (depois da hora de deitar as crianças eu explico esta simbologia... se for preciso...)!!! Que ideia parva!!! Mas a que propósito é que instituições bancárias têm a lata de dizer a outra pessoa, num mail profissional, se eu sou colega dela?! Ou prima? Ou irmã? Ou vizinha? Ou simplesmente se lhe vendo o pão ou passeio o cão?! Eu sou eu, ela é ela! Ou não?!

Mas há mais! Há pois há!!! Que parvoíce e falta de bom senso é a de uma rede telefónica que nos trata por tu quando temos a infelicidade de levar com a mensagem de voice-mail?! Mas donde é que eu conheço aquela senhora?! Andou comigo na escola, foi? Querem ver que somos parentes e eu não sei?!

Eu sou uma rapariga moderna, “prá frentex”, despachada, liberal e aceito quase tudo! Mas nestas coisas sou muito chatinha! Chamem-me o que quiserem! Antiquada, que não sei quê... que sou assim e assado... Tenho pena mas esta promiscuidade entre a minha pessoa e as instituições é coisa que não me agrada! Não sou prima da senhora da dita rede telefónica e nem quero saber os pormenores das contas bancárias deste e daquele apesar de serem meus pais, amigos ou primos!

Vamos lá a ter um bocadinho de discernimento! Ou internem-me que estou a ficar velha!!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Na Rota dos Fósseis

No Posto de Turismo...

- Boa tarde!
- Boa tarde amigos!
- Olhe, nós sabemos que existe por aqui uma praia fluvial, como é que lá chegamos?
- Ah, amigo! Isso é fácil! Tem aqui a parte de trás junto à Igreja, é muito bonito!
- Sim, sim mas... nós queriamos mesmo era a praia fluvial!
- Ah, pois, é fácil, é fácil! Vou-lhes mostrar! (saca do folheto informativo...) está a ver aqui? É a Rota dos Fósseis!
- Ahhhhhh....
- Ora, seguem a Rota dos Fósseis! É um bonito passeio, vai ver!
- Sim, mas... água! ‘Tá a ver? Praia fluvial!
- Ah! Isso é só com o percurso pedestre!
- Então mas não dá para ir de carro?
- Dar dá! Mas a Rota dos Fósseis...
- Ok... mas e se nós quisermos ver só a praia?
- ‘Tá a ver a Rota dos Fósseis?
- Ò amigo, sim!!! Mas como é que se vai para a praia fluvial?!
- Ora... deixe cá ver.. Segue a Rota dos Fósseis... a pé... encontra os moinhos..
- Desculpe lá, mas isso dá para fazer de carro?
- Quer dizer... a Rota dos Fósseis... (entretanto, eu quase a desfalecer...) há-de chegar lá abaixo e está lá o Sr. D. para lhe dar indicações!
- Mas...
- Ah! Não! Espere!!! O Sr. D. está de folga!!! Olhe, a Rota dos Fósseis...
- Ò amigo, pode parar por aí! Olhe, obrigadinho e boa tarde!!!


Conclusão: da próxima vez que for a P. G. e quiser seguir a Rota dos Fósseis já sei... é que ‘tou mesmo a ver! Mesmo, mesmo a ver:

- Fósseis?! Nãããã!!! Só praias fluviais! Aqui, só praias fluviais!!!


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nós só queríamos passear!!!

Um dia destes, eu e a Bluedressed andávamos a passear por uma zona toda chique de Lisboa, enquanto fazíamos tempo para coisas importantes (sim, que eu e a Bluedressed somos gaijas que fazemos coisas importantes! De vez em quando mas gaijaqueégaija também só faz coisas importantes de vez em quando! Bom, adiante...), estava eu a dizer que andávamos nós a fazer tempo para coisas importantes quando... por favor... por favor... mas que mal tinhamos nós feito nessa manhã para merecer aquilo?! Passo a explicar...

Primeiro... primeiro levo com uma cigana fabulosa que tentou vender óculos escuros à Bluedressed mas, quando percebeu que ela não ía comprar nem um parzinho que fosse, quis ler-me a sina! Ora... mesmo sem pagar fiquei a saber que não devia ter medo e que sou muito invejada! Começo a acreditar... já uma vez fiquei a saber que havia duas mulheres que me tinham feito um feitiço com terra do cemitério! Confesso que não gostei! Não gostei porque moro ao pé de um cemitério e sinceramente... quer dizer... então não podiam ter ido fazer feitiços para mais longe? Bom...

Segundo... fomos literalmente “atacadas” por um bando de mocinhas coreanas que só queriam mostrar-nos “Deus Mãe”! O problema é que a sua forma de abordar possíveis fiéis não é a melhor! Não é minhas amigas! Vocês não podem aparecer assim em bando (eram algumas 7 ou 8!) com ar de quem nos vai assaltar ou bater e depois começar a perguntar numa língua em que não percebemos uma única palavra se acreditamos ou conhecemos este ou aquele deus! Eu perguntei 4 vezes “Como?”, três vezes pedi desculpa e disse que não estava a perceber e a Bluedressed (cheia de sorte!) ouviu a única menina que conseguia dizer duas palavras em português minimamente perceptível! Depois também não podem fazer o ar de desgraçadas e começar a chorar porque ao fim de quinze minutos de vos tentar perceber digo que não tenho tempo! E excusam vocês, amigos blogueiros, de perguntar porque é que não as despachei mais cedo! Só que eu, para começar, sou uma rapariga educada! Depois... depois estive mais de dez minutos a tentar perceber se estavam a pedir informações, se me queriam oferecer alguma coisa ou se lhes tinha acontecido alguma desgraça!!!

Terceiro... em terceiro conhecemos o Pedro não sei quê (desculpa lá Pedro mas eu já estava farta de gente a meter conversa comigo!) que pertencia à associação não sei quantas que tinha criancinhas não sei com o quê e precisava de ajuda para alguma coisa!!!

Epá!!! Eu e a Bluedressed andávamos a passear!!! Só queriamos ver umas montras!!! Ver uns trapinhos agora para o Verão!!! E acima de tudo descontrair!!!
Para a próxima, perguntem-me primeiro se eu estou para aí virada... é que se não estiver a coisa corre mal mas se estiver até consigo ser uma gaja simpática!!!


P.S - À pala disso, a Buedressed apanhou uma constipação! Tá mal!!! Pois está!!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Há festa na escola primária!

Esta 6ª feira houve festa na escola primária em frente à minha casa. É uma alegria! Ver os putos todos contentes, a correr, a brincar... aos gritos (acho menos graça mas vá...); os pais ainda mais histéricos que os putos (menos graça ainda...), um cheirete a sardinhas que não se pode (pronto, isto é que não tem mesmo graça nenhuma!) e as típicas marchas populares e a bela da musiquinha pimba na quantidade suficiente que estas situações requerem!

Mas, o que me fez mais confusão não foi nenhuma destas coisas! Ah pois não bebé! Foi o facto do patrocínio duma festa numa escola primária ser o de uma cerveja!!! Ò meus amigos, mas que raio de parvoíce é esta?! Aquilo é uma escola primária, senhores!!! Onde é que anda o Caprisone? O Tang? Cerveja???!!! Os putos a jogar ao lencinho e à apanhada com uma imperial na mão?!

Quer dizer, não podem levar um puxão de orelhas dum professor porque ficam traumatizados! Espetam-se no recreio, arranham um joelho, cai o Carmo e a Trindade! Lavam as mãos 150 vezes ao dia com desinfectantes por causa dos germes que lhes podem consumir as entranhas! Bebem leitinho com chocolate porque lhes faz bem aos ossos! Não têm aulas de educação sexual porque somos todos muito católicos! Mas à bela maneira do português, fazem festas de final de ano lectivo patrocinadas por cervejas!!! Com barraquinhas de cerveja e barris de imperial à disposição! É que nem eu tive apoio duma marca de cerveja para a viagem de finalistas!!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ah como eu os compreendo...

Cheguei a uma idade e a uma fase na minha vida em que tenho muito pouca paciência para certas e determinadas coisas... Estava a falar com a Bluedressed e estava a dizer-lhe que começo a perceber aquele pessoal que se passa dos carretos e entra em sítios e desata aos tiros e cenas semelhantes! Cada vez os compreendo melhor! À se compreendo!!!

Volta e meia lá aparecem mais uns “postalitos” para me fazerem pensar assim! Gente pobre (mas muito pobre mesmo! De espírito, claro!) e mal agradecida! Gente mal educada, gente que passa por cima de tudo e de todos só para conseguir o que quer! Gente hipócrita e mesquinha, intolerante e com uma cabecinha mais atrasada que a da minha avó! Gente que entra em histeria com a Selecção Nacional e com o Cristiano Ronaldo e se esquece de tudo o resto! Só não se esquece da m***a das vuvuzelas!!! Ai isso é que não pode ser!!! O que seria de Portugal, dos portugueses e de tudo o que mexe se não fossem as sopradelas, mal dadas ainda por cima, nas vuvuzelas?! É que na África do Sul aquilo faz outro sentido! Já viram a extensão da África do Sul?! Ò meus amigos, a minha rua não é a África do Sul!!! Tenham lá paciência!!!

Mas há mais! Ai há, há... Há muito mais que isto hoje está difícil... Como dizem a Bluedressed e o meu amigo P., estou assim atravessadinha! (o sinal é uma mão atravessada na testa...)

Cheguei à fase em que entendo esse pessoal dos tiros! Olhem, há sítios onde entrava e era uma razia completa! Também estou muito de acordo com aquele provérbio do “crime compensa”! A quantidade de gente que eu vejo a declarar o salário mínimo nacional que não recebe, aqueles que não pagam segurança social durante anos apesar de trabalharem a recibos verdes e eu, que por estúpidez ou bloqueio do computador que já era velhinho e não conseguia processar duas informações ao mesmo tempo, envio duas declarações de IVA e a seguir vou pagá-lo (ai que dor...) e passado dois meses recebo em casa uma cartinha das Finanças a dizer que não paguei e não sei quê... ò meus amigos, se eu não tivesse pago nenhuma nunca me teria chateado! A correria para as Finanças! Três vezes! Das duas primeiras não podem resolver o problema porque não têm sistema informático, telefone ou fax... até que da última lá se resolvem a fazer qualquer coisa porque aqui a vossa amiga escreveu uma cartinha muito bonitinha a explicar a situação e a chamar-lhes incompetentes e que o melhor era resolverem a porcaria que o próprio sistema deles não resolve! Mais um sitio onde eu entrava de espingarda em punho! Ou daquelas com silenciador... com uma caçadeira de canos serrados também não me parece mal... e uma metralhadora?! Isso é que era! Ai isso é que era!!!

Eu sei que não sou o Rambo, porque aquela fitinha na cabeça e a boca torta não fazem o meu género mas era capaz de lhe pedir umas explicações!


sábado, 19 de junho de 2010

Guias turísticos na Carris!




Quantos de vocês já passaram pela magnífica experiência de andar nos autocarros da Carris, em Lisboa, com aquela senhora simpática a dizer os nomes das paragens? Já experimentaram? É que se já passaram por isso não se esqueceram de certeza!
Egoísmos à parte e sabendo da importância desse meio de informação, aquilo é uma grande seca!

É que andar todos os dias num autocarro desses que faz um percurso com seis paragens a levar com aquela senhora é um suplício! É um suplício e mete medo! Juro que tenho medo dos efeitos secundários daquela brincadeira!
Aquilo põe qualquer um louco! Estou à espera do dia em que o motorista muda o percurso só para contrariar a “senhora”! Que alguém se passe e comece às cabeçadas às colunas para calar a “mulher”! Por outro lado e se estivermos bem dispostos, podemos sempre imaginar que vamos num autocarro turístico! É que ainda alguém me há-de explicar que raio de sotaque é aquele! Parece que estou na ONU com tradução simultânea! Ou na Ucrânia! Com guia turístico! Mas antes fosse...

Tudo bem, tudo bem! É útil, é! Mas que é uma seca também é!!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

No “nosso” deserto...

Toda a gente que me conhece sabe que eu adoro ler! Adoro! O que é que eu hei-de fazer? Há coisas bem piores... adoro é ler sem ter vozes “on” por trás de mim! Dos lados! De frente! Aos berros! Como se alguém estivesse a morrer ou estivéssemos todos na feira do relógio a vender camisolas de mousse e pares de meias daquelas da raquete!!!
Gosto de ler nos transportes! Aliás, deve ser onde leio mais. Farto-me de ler nos transportes! Ou pelo menos tento...

Hoje, logo de manhã, vou eu na minha viagem matinal de comboio para o local de trabalho, entretida a ler “No teu deserto” do Miguel Sousa Tavares (e não puxem por mim senão venho para aqui fazer queixinhas e dizer que apesar de ter inaugurado este blog com um post sobre o porquê de não ter este livro, nunca ninguém mo ofereceu e tive que ir comprá-lo na Feira do Livro...) quando entram duas gralhas do sexo masculino que desataram a falar para a carruagem inteira! Confesso que não me interessa nada saber se o fulano A não gosta da areia da praia e só lá vai por causa da “miúda” e que o fulano B gosta, mas é só “das 7 da manhã às 11 e depois das 4 às 7 da tarde”! Meus amigos, não me interessa mesmo nada!

Finalmente saíram! Consegui ler mais 3 linhas... Eis senão quando entram mais duas gralhas, também do sexo masculino, a dissertar sobre se a “gaja” devia fazer isto ou aquilo! Minha amiga, não sei quem és, mas olha que os moços não estavam nada contentes contigo...

Saíram! Haja Deus! Mais 2 linhas e metade de outra... E agora... agora acontece uma das coisas que mais me irrita! Um rapazinho, de telemóvel em punho, a dar música ao comboio inteiro!!! Foi a gota de água! Fechei o Miguel Sousa Tavares (salve seja!), enfiei uns auscultadores e pus a música em altos berros!!!

Estou mesmo à espera de apanhar com gralhas no comboio de regresso... só ainda não sei é de que sexo é que são...