quinta-feira, 13 de maio de 2010

É assim que se escreve bom português!!!

Irra! E, para que conste também, um ponto de exclamação é mais do que suficiente para manifestar uma opinião com mais ênfase, mas este assunto de que vou tratar a seguir tira-me tanto do sério que pus logo 3!

Amigos, o que eu vou aqui dizer vai ficar bem registado, está bem? Há gente burra, mas burra, que nunca parou para pensar sobre isto (e olhem que não custa muito) e não sabe distinguir uma coisa da outra. Há gente que não consegue distinguir, na escrita, entre o Pretérito Perfeito do Indicativo de um verbo e o Presente do Indicativo que leva junto de si um pronomezinho. Vamos lá ver se, para aqueles que se incluem no grupo dos burros, esta argolada vergonhosa desaparece de uma vez!

Imaginemos o verbo importar. Tem dois significados, certo? Certo. Quando eu digo assim: “Importas-te de me passar a salada?”, estou a usar o Presente do Indicativo com um pronome que já não me lembro como se caracteriza, mas é um clítico. Agora, se eu disser: “Importaste isso da China?”, estou a usar o Pretérito Perfeito do Indicativo, na segunda pessoa do singular. Por isso, sempre que é Pretérito, meus amigos, sempre é passado, algo que já foi para as galinhas, não é separado com um hífen, a não ser que, numa conversa eu diga: “Então e importaste-te de fazer isso?”. Aí temos as duas situações: o passado do verbo mais o pronomezinho. Amigos, mais atenção: não é “cais-te”, é “caíste” e assim sucessivamente. E falo assim desta forma mais ríspida para ver SE GANHAM VERGONHA! Shame on you!

Muito obigada! Mais aliviada!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ai tanta dor! Tanta dor!


Ai meu Deus! Ai meu Deus!

E não é que hoje me aconteceu, logo de manhãzinha, uma coisa que não me acontecia há anos? Ai… é verdade… e ainda por cima é daquelas coisas que nos faz reduzir à nossa mais baixa e básica condição, de onde saímos há uns quantos milhões de anos: hoje mandei um grande tralho, um valente tralho! E, ainda por cima, foi um tralho porque quis ser simpática e conscienciosa com o trabalho das outras pessoas e não andar a chafurdar no chão acabado de lavar. Foi monumental! Mala pesada com as toneladas de comida que trago sempre (três taparuéres e uma banana [geralmente é só uma taparuére, mas não ia deixar as favas estragarem-se, por isso lá tive de trazer outra… e mais outra para os… morangos…]), botas escorregadias e záz! De quatro, ali, no chão! Com a rapariga da limpeza super aflita, a sentir-se culpada! Qual culpada, deixa lá isso! Quem me mandou a mim andar em bicos dos pés? Lá me levantei (à rasca dos joelhos, há que frisar) e lá disse qualquer coisa relacionada com o assunto que estava a falar com ela. Conclusão: não me descosi, não me descompus… armei aquela postura do: “Caiu? Mas viram alguém cair? Eu sou uma senhora! Caí, paciência! Vou agora desatar aqui a chorar?” e depois lá disse um: “’Tá tudo bem!”, mas à rasca dos joelhos. Já me estou a imaginar, daqui a 30 anos, em minha casa, num dia de extrema humidade, a amaldiçoar o dia em que, imprudentemente, a preocupação com o trabalho dos outros me levou a deixar as mazelas que tantas dores me causam.

Não, não. Decididamente vou dedicar-me ao bandidismo e gatunagem, porque isto de ser honesta e boazinha só nos dá é… olhem… é dores!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Os Monólogos da Marijuana

Conselho de amiga! Se querem ir ao teatro, ver uma peça divertida, inteligente e que vos deixa bem dispostos pelo menos para 3 meses, vão ao Clube Raul Solnado, no Teatro Villaret em Lisboa ver Os Monólogos da Marijuana!

Aos domingos e segundas feiras, às 21:30, só durante o mês de Maio. Lá estará a Rita para vos receber e o João Craveiro, o Tobias Monteiro e o Paulo Duarte Ribeiro para vos entreter durante uma hora e meia (mais coisa menos coisa...)!

Vale a pena! Garanto que não se vão arrepender!
Deixo-vos aqui um cheirinho, espero que gostem!

Ah! O contacto para reservas é o 96 366 16 01

Se alguém se chegar ao pé de si no café e lhe pedir um café, NÃO é Impulse!
Muito menos é fome!!!
É mesmo só uma grande lata!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Peregrinovia

Hoje venho aqui falar duma coisa que me foi suscitada por um comentário feito após a notícia (com muito pouca graça) de que tinham sido atropelados dois peregrinos na estrada, quando íam para Fátima a pé.

Ora, quanto ao sucedido, lamento. Quanto ao comentário que ouvi direitinho da boca de outra peregrina, já não lamento, tendo em conta que me deu uma grande vontade de rir! Eis que esta senhora defende que os peregrinos tenham uma estrada só para eles! Ò minha amiga, minha crente, minha senhora cheia de fé, então mas que raio de peregrinação seria essa, numa estradinha feita à medida para quem vai em pagamento duma promessa, por fé, por acreditar?! E por onde iria passar essa estrada? Da frente da sua casa, dando a volta a Faro, passando por Viseu e pela Figueira da Foz, dando a volta a Viana do Castelo, com uma breve passagem por Bragança? Se calhar era melhor aí, em Bragança, fazerem um cruzamento, com saídas para Braga, Porto e Santiago de Compostela, não?

Já estou a imaginar a “Estrada da Peregrinação”, com Macdonalds de 20 em 20 km, postos de abastecimento de águas de 1500 passos em 1500 passos, lojas de recuerdos em cada grande cidade... Por sugestão de quem ouviu o comentário comigo, poderia sempre pensar-se em construir uma “peregrinovia”!

Quanto a vocês não sei, mas eu, meus amigos, não pretendo ir a pé para Fátima porque acho que os coletes reflectores não me ficam bem... De qualquer forma, respeito quem o faz e, em vez de comentários infelizes e despropositados, tenham mas é cuidado com as “biaturas” que por aí circulam!

quarta-feira, 28 de abril de 2010


“Diga lá, minha senhora, consegue identificar algum deles?”
“Oh senhor inspector, eu sei lá, eles têm todos ar de drógádos! Sei lá eu quem me levou a carteira! Olhe, pode ser... olhe, o da direita.”

Este fecho já causou sofrimento a muita gente. Não deixe que isto lhe aconteça a si também. Precaveja-se!

terça-feira, 27 de abril de 2010


Chiça! Se eu soubesse que esta gaja era tão pe (hain) sada... tinha-lhe cortado a garganta antes dos implantes... Ficas mas é já aqui, ao pé da Ermelinda, que ficas bem! Ai, que saudades da Ermelinda! Mas aborrecia-me um bocado, sempre com a mesma conversa... e era ciumenta também. Por isso, ficas aqui, Lázara. As outras que estão lá mais para baixo não prestavam, a Benta e a Rafaela...
Ora deixa cá ver: roupa escura para aqui, roupa clara para ali... Cheiro a mofo, para o lixo, roupa traçada, cá para dentro na mesma...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Je suis une Freudionette!


Alguma semelhança com a Tori Amos a cortar-se toda ao fazer a depilação com a gilete é pura coincidência… Diz o título desta imagem (abusivamente sacada de um sítio da internet): neurose freudiana. Ora nem mais! Estou assim, a um triz, de me tornar, também eu, numa freudionette! Com pompoms e tudo… e olhos a revirarem nas cavidades óculáres…

Ãh, digam lá se não sabe bem lerem assim, de quando em vez, uns postzinhos biográficos das gajas mais estranhas e desestruturadas da blogosfera? Bolas… ricos leitores. Eu aqui à espera de ouvir um: “É pá, não são nada… isto a vida é que não anda nada fácil… vocês vão conseguir sair do buraco…”. Mas, também, biográfico porquê? Não sabem ao certo a que me estou a referir, não é verdade? Pois… como se costuma dizer (expressão essa que não uso, prefiro o “azarete!”): “Temos pena!”. Como já sabem, não sou gaja de comentar a vida dos outros, seria gaja para comentar a minha? Nunca! Jámé, Salomé! ‘Que eu não sou parva! Mas agora olhando bem para a imagem, neurose freudiana porquê? Então é apenas uma rapariga bonita, até está com boa cara, com bom ar… a única coisa que vejo ali é a pernoca ao léu (coisa altamente abusiva e leviana para a altura da dita… imagem… não é?… É disso que estamos a falar… mas estão-me a acompanhar, ou não? Ai! Estou aqui a falar para o boneco, ou quê? Olhem, sabem que mais? Vou-me embora e volto quando estiverem com mais atenção. Francamente!).

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ãh? Ãh? Tor... tornn... Tornado!!! Tornadooo!!!

Calma, calma, eu não estou histérica! E além disso diz que foi mini. Pronto! Mas é que é só a segunda vez que um passa mesmo à minha beira (ai, que expressão tão bonita! Por acaso até gosto! E olhem que não sou dos nortes do país, o que torna o seu uso ainda mais... especial)! Ah pois é! O de ontem passou-me literalmente ao lado, já que encontrava-me, aquando da sua formação e “desformação”, a minúsculos quilómetros de distância. Sim, minúsculos, porque à velocidade do bicho, num instante está-se lá. Oh meu Deus! E, da primeira vez, não estive perto perto com o familiar deste senhor que por cá passou ontem, mas esteve a minha casa, coi-tadinha! Esse “tornado relative” até levantou umas quantas telhas da casa do meu vizinho (não sei é dizer quantas propriamente, tenham lá paciência, não é...) mas da minha népias. Por isso, posso dizer que sou “tornado friendly”, já que tive a oportunidade de ouvir dizer que tal aconteceu, mas não sofrer as consequências. Isto não há nada como ter os impostos em dia!



segunda-feira, 12 de abril de 2010


“Sabes lá, mulher, é que a outra não estava nada à espera!”
“Ai, filha, mas a do rés-do-chão não me tinha contado nada disso!”
“Então pois não. Ela é coxa mas não é parva, porque para estas coisas sabe ela desenrascar-se muito bem. E o meu marido é que viu isto quando chegou a casa.”
“O teu marido?”
“Sim.”
“O Albino?”
“Sim!”
“Mas ele não tinha saído de casa?”
“Aaaaaahhhh... Ai, é verdade, nunca mais me lembrei de te perguntar. E a tua cunhada? Ainda anda fugida no Brasil?”
“Então pois claro que anda. Largou o marido e fugiu com uma tipa qualquer. Quer dizer, veio a saber-se que é uma tipa qualquer, porque o que ela disse a toda a gente é que foi tratar de uma tia.”
“Para o Brasil? Mas a família dela não estava emigrada na Suíça?”
“Olha que agora a tãtã és tu. Oh filha, ela anda fugida por causa das dívidas que cá tem!”
“Ah!”

Estes dois homens... Conhece-os? Eles precisam da sua ajuda. Eu cá não me comprometo com nada, mas vocês é que sabem...

domingo, 11 de abril de 2010

Portanto, se eu passar por ti na rua e não te ligar nenhuma, tu chama-me! Mas com calminha porque com os nervos em franja como eu ando, sou capaz de te pregar uma berlaitada!
"Antes um filho bicha, que um filho de cabelo pintado!!!"

by PU

Ninguém respeita o Pai Natal!!!

Estou aqui em sofrimento, a pensar que já não há respeito nem pelo Pai Natal!
Então não é que, quatro meses depois do Natal, eu ainda consigo descobrir Pais Natal, daqueles insufláveis, que se vendem nas lojas dos chineses, espalhados por tudo quanto é sítio?!

Em Benfica há um Pai Natal pendurado numa árvore... parece um pára-quedista (palavra composta por justaposição! Uma Bluedressed dá muito jeito para estas coisas do português...) a quem a aterragem correu muito mal!
Hoje dei de caras com outro Pai Natal agarrado a uma parede duma casa em Marvila tal qual uma osga ao sol...
E já vi outro noutro sítio qualquer, já não me lembro é onde...

Acho muito mal!!! Então um senhor daquela idade... para já não devia andar por aí a desmultiplicar-se em vários! Depois, deveria era estar a fazer companhia à Sodona Mãe Natal que se aborrece naquele frio da Lapónia só com o Rudolfo e a Dona Rudolfa! Bom, andam por lá uns duendes ou lá que bichos são aqueles que fazem os brinquedos para as crianças... mas são muito irrequietos, ao que consta!



p.s. – prometo que vou tomar os comprimidos...

quinta-feira, 8 de abril de 2010


Eu vi-oj, eu vi-oj cô êstej meus olhej ca terra há-de cober. Elej vierao assi devagarido e havia buitas luzej e aquilo fazia u barulho que parecia o botor do carro do beu sogro, quado tida falta d’óleo.

Proíbido ultrap... não! Trânsito proib... Ai! Veloc... Aaaaaaaiiiiiiiii!!!!!!!!!

Então mas... então mas...


Não, não se enganem pela imagem. Não venho falar de sapatos, venho falar, sim, de calças de ganga. E digo calças de ganga, porque se existe a palavra (neste caso composta) em português uso-a. Não tenho nada contra os “jeans”, assim como não tenho nada contra a “performance” e o “timing” ou até mesmo contra o “virar” qualquer coisa, mas a nossa língua é tão linda... Resolvi falar-vos do que se segue porque há fenómenos que não percebo. Talvez seja realmente uma gaja muito afastada da arte de concepção indumentária e de toda a sua perícia...

Então vou contar o que se passou. Este Inverno, fruto de algumas vicissitudes, precisei de ir comprar calças de ganga um número abaixo do habitual. No entanto, na esperança de recuperar o meu “regular shape”, comprei umas do número que seria o meu normal. Elas são de facto de formato diferente, mas não percebo uma coisa: por que é que as mais largas são mais pequenas em altura que as mais apertadas? Não deveria ser igual? Ou então ligeiramente ao contrário? Só porque são de formatos diferentes? Então, quer-se dizer, estão a dizer que todas as gajas anorécticas são altas e todas as magras (ou melhor, menos raquíticas) são baixinhas? Mau, mau! E eu, enquadro-me aonde? Serei eu uma aberração, por usar as calças mais apertadas mas precisar de fazer bainha? Vou investigar. Ou melhor, até me podem responder a esta pergunta, peço-vos é que tenham cuidado com a forma como me dizem, porque eu sou uma pessoa muito frágil e... depois... há traumas que ficam para o resto da vida...

quarta-feira, 7 de abril de 2010



Vocês tenham cuidado comigo, ãh? Tenham cuidado comigo porque eu estou-vos a ver. A todos... um por um... a ti, àquele senhor ali atrás... àquela senhora com a saia presa na cadeia, à outra da meia rota, sim, a si! Oh, oh! Eu... cuidado!

Acertei? Acertei? Eh pá, caraças, bateu na careca do velho!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ò psssttt, pssssttttt........... psssstttt!!!!

Quando quero chamar alguém, mesmo que não conheça, digo sempre qualquer coisa como: “Olhe, desculpe” ou “Faz favor”... Qualquer coisa desse género. O que nunca me passou pela cabeça foi chamar alguém, ainda por cima que conheço, com um estalar de dedos ou, pior ainda, com uma assobiadela!

É que hoje, no meu local de trabalho, ouvi alguém chamar outro alguém, com um estalar de dedos! Não percebo! Não percebo, primeiro, porque não somos assim tantos e toda a gente se conhece; segundo, ninguém tem o direito de enganar ninguém porque, ao ouvir o estalar dos dedos pensei que, das duas uma, ou tínhamos uma formação de sevilhanas e ninguém me tinha avisado, ou então tínhamos empregados no refeitório, pessoal que eu nunca lá tinha visto! E ao dizer isto, não estou a dizer que se deva chamar um empregado, seja ele qual for, com um estalar de dedos, mas como já vi tanta coisa...

Enfim... adiante! Pior que isto, só ouvir um senhor daqueles grandalhões, com ar de casadérrimo e bom pai de família, a passear os seus rebentos e a esposa pela praia ou mesmo por um centro comercial, e de repente, ouvi-lo a desatar a assobiar! É que sendo eu uma moça que gosta de animais, nomeadamente de cães, fico logo toda contente a pensar que vai aparecer aos pulos, cheio de alegria e de rabo a abanar, um cão, gigante, cheio de pêlo, a fazer uma festa monstra aos donos e a todos quantos passem por ele! Ora, pois... Temos pena mas não é isso que aparece! É apenas uma criança de ar infeliz e com ar de quem fez asneira e sabe que vai levar um estabefe ou dois mas mais envergonhado ainda por o seu paizinho, armado em bom, o ter feito passar a vergonha de ser chamado como se chama um cão!




p.s. - se quiserem podem colorir a imagem...

“Vamos atrás deles, vamos atrás deles! Eheheheh! Corre mais depressa, Elias!”
“Não consigo, oh chefe!
“Consegues, consegues. Queres ver como consegues?”
“Ai, oh chefe, o que é que foi isso?”
“És mesmo muita burro. Não disse que te ia pôr a correr mais depressa, oh Elias? Não olhes é tanto para o lado porque ainda acabas todo... Aaaaaaaaaiiiii!!!”
“Todo quê, oh chefe? Vá, diga lá agora. Todo esborrachado, não é? Ahahahah! Hah... hah... hah.... aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiii...!”

É para comprar! Vamos lá ver! 5 euros, 5 euros dois pares!

quarta-feira, 31 de março de 2010



“Como é que é? O gajo aparece ou não aparece?”
“Quem?”
“Oh, oh Tó Zé, ‘tás a gozar comigo, não? É que só podes! O coiso, o espad... espadarte, ou espagarte.”
“Vem, vem! Quando esse fulano aparecer, pá, espeto-lhe com isto no olho que vai-mas pagar bem caras, vais ver!”


Eu não thou thopinha de matha, thsá?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Das taras e manias...

O que vale é que cada um de nós sabe de si e Deus sabe de todos!
Que toda a gente tem manias, umas mais esquisitas que outras, toda a gente sabe!
Querem saber qual é uma das minhas, querem? Pois, não vos vou dizer!!! Pronto, vá, eu conto... É muito estúpida, aviso já! Mesmo, mesmo, mesmo muito estúpida!!!
Ora então cá vai: detesto que escrevam o número na minha senha do passe (social, pois tá claro!) com uma letra feia!!! Pronto, já disse! Eu avisei...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Da bipolaridade ou algo parecido


Já que estou na onda radiofónica, ainda há umas coisinhas que eu tenho para dizer. O que vale é que tenho há pouco tempo, por isso não tenho sofrido muito com isto guardado dentro de mim.

Há uma semana descobri uma coisa maravilhosa! Descobri que posso ouvir rádio de manhã no computador, em vez de ser pelo rádiozinho pequenino a pilhas (sim, eu às vezes raciocino muito lentamente). É um bocado chato, porque quando estou a tomar banho não consigo ouvir nada, mas paciência. Ele na vida temos de tomar decisões e as opções tomadas nem sempre são perfeitas. Contudo, eu não deixei o meu rádiozinho, coitadinho, encostado a um canto, em plena desactividade. Não! Eu levo-o comigo para a cozinha, para ele não se sentir muito triste. E foi nestas minhas andanças de agora ouço no computador, agora ouço no rádio, que descobri uma coisa! Existe um delay entre as duas transmissões! Pois é... a rádio ganha ao computador. Quem diria, ãh? Uma coisinha daquelas, tão pequenina, de som rasca, ganhar a uma bomba que me levou o couro e o cabelo. Então lá ando eu, a ouvir, volta e meia, coisas repetidas. O que dá um certo jeito, porque assim tenho a oportunidade de insultar os tais pretensos humoristas duas vezes! Ahahah! O pior é quando tenho as duas coisas ligadas ao mesmo tempo. Bem... e o esforço cerebral que é, às poucas da manhã, tentar acompanhar uma delas... Ui...

Olhem... bidas...

quarta-feira, 24 de março de 2010

(num café...) "Emplastras! A ocuparem mesas e a dividir um pastel de nata por 4!
Dizem que é por causa da diabetes.... que não podem!
Então se não podem levantem o traseiro e vão para o jardim!"
"Pensas que lá por seres uma carinha laroca com uma barriguinha proeminente, as gajas fazem tudo o que tu queres?!"

Aspas... para que te quero?


Como eu sou uma gaja de palavra, cá me encontro novamente com vocês para vos matar a curiosidade sobre o tal momento traumatizante da minha vida.

Local: faculdade
Ano: não vem ao caso, mas já vão uns quantos. Ah, já percebi, desculpe. Estava a perguntar ano da faculdade? Ah... (risinho de nervosismo... ups!) 1º (ah, caloira...)
Cadeira: Cultura Portuguesa I (felizmente nunca cheguei a ter a II!)

Pois que era meio-dia, aquela hora horrível em que meus olhos um grande esforço faziam para se manterem abertos. Caloira, recém-chegada também à cidade, ainda a ambientar-me a uma série indeterminada (reparem no meticuloso trocadilho com “certa e determinada”. Rebuscado!) de coisas. Professora execrável: baixinha, magrinha, cabelo branco, distante, que não olhava nos olhos dos alunos. No meio de uma enxurrada de coisas que não percebia, finalmente disse algo num português que consegui assimilar. Oh, e que mensagem! Ela disse... ela disse... que usam-se as aspas abusivamente, cegamente... injustamente... e pior! Ela fez pior! Ela... ela ergueu as mãos e... troçou daqueles que, no discurso oral, erguem também suas mãos e fazem o gesto das aspas. Oh... Oh!

De tal maneira captei a mensagem que até hoje retenho isto e nunca, NUNCA mais fiz o gesto. Verdade seja dita que nunca o fazia muito mas... nunca mais. E na escrita ainda menos... até... até... pronto... até... começar o blog. Mas pronto, aqui é diferente, é um tom mais coloquial, mais: “Então, pá, ‘tás bom?” e coiso... Entendem, não entendem?

terça-feira, 23 de março de 2010

Oi? Deve estar a escapar-me alguma coisa...


Olá! Como estão? Pois, eu cá estou. Antes de começar a discursar sobre o que quer que seja que me surja, gostaria de apresentar as minhas sinceras desculpas pela minha ausência, mas isto a vida de uma gaja, que às tantas não sabe se está mal por causa de uma coisa ou de outra, é complicadinha como o caráças.

Bem, apresentadas as desculpas, aposto que estão mortinhos por saber em que vou cortar. E olhem que escolhi bem o verbo. Hoje vou ter mesmo de cortar. Então hoje vou falar de humor. Numa acepção generalista, ou seja, não num determinado tipo de humor, não aquele que eu prefiro ou aquele que eu não acho piada nenhuma.

Eu sou uma pessoa que adora rir, ouvir e dizer piadas, e aprecio o género especialmente de manhã, naquele humor radiofónico. Ora, parece que agora é condição imperativa haver “humoristas” nas rádios e principalmente nas emissões matinais. O pior é que às tantas vasculha-se tanto mas tanto na tentativa de encontrar alguém que diga alguma coisa “gira” que as pessoas acabam por não ter graça nenhuma e o “humor” revela-se desinteressante e pouco imaginativo. E a mim o que me irrita (e agora entra a parte do cortanso) é que parece que agora qualquer palhaço consegue fazer humor e isso entristece-me um pouco (mas poucochinho, não é assiiiiiiim uma coisa por aí aléééém). E o pior pior é quando essa gente, para além de ser uma seca no que diz, nem consegue vender o seu peixe como deve de ser, porque também eles lêem os textos como se estivessem a ler a lista de supermercado!

Olhem, uma chatice muito grande porque eu sou contra a banalização das coisas. Mas secalhar sou eu que sou muito esquisita nestas coisas (e se fosse só nesta! Hah!) e depois acabo por gostar de muitos poucos humoristas. Acabo com um repto final: Maaaaaaaaaaaarrklllllll, volta para a Antena 33333333333!!!!!!!! Por favoooooooooooorrrrr!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Notinha: estou plenamente consciente das aspas que pus e também eu sou contra o uso delas, de tão traumatizada que fiquei com uma certa e determinada cena que explicarei a tempo devido. Bem hajam!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Alguém me explica?... – parte II

Já uma vez aqui partilhei com vocês uma coisa que me atormenta e irrita solenemente. Também disse que voltaria noutro dia para falar novamente de coisas que me tiram realmente do sério. Hoje é o dia!

Mas por que raio tenho eu que estar sentadinha num transporte público (já não bastava...), a levar com um marmelo a palitar os dentes mesmo à minha frente?! E ainda por cima com o ar de quem está a conquistar meio mundo feminino com aquele esburacar da dentição! Porquê?!

Já uma vez levei com uma senhora armada em fina, mas que de fina tinha só mesmo a lima com que desenfreadamente limava as unhas, a atirar aquele pózinho branco e aquelas cutículas nojentas para cima do meu casaco preto! A Bluedressed que vos diga...

Para a próxima venho aqui contar-vos a história da senhora que espalha as embalagens de bacalhau congelado pelo banco do autocarro fora e depois, ao ver-me de pé diz que “tira já e a menina já se pode sentar”...

Agora meus amigos, tenho que ir tirar o bife que tenho enfiado no molar e já cá volto, tá?!

terça-feira, 16 de março de 2010



Há dias resolvi fazer um teste. Eu costumo dizer, em jeito de desculpa esfarrapada, que a catrefada de livros que li na faculdade tirou-me a vontade de ler agora. A verdade é que não me consigo agarrar a um livro com facilidade, aliás, são raros os casos de livros que me entusiasmaram realmente. Por isso, e com saudades de sentir essa ligação novamente, resolvi pegar num desses livros, que li há já uns anos e na faculdade, para perceber se, volvido este tempo, ainda teria o mesmo efeito em mim.

Estou a falar do “Fio da Navalha” (‘The Raizor’s Edge’, já que estou a ler na língua em que foi escrito). Bem, meus amigos, aquele livro tem mesmo alguma coisa que eu considero especial. Não consigo é dizer o quê. Não sei se é pela ligeireza da escrita ou pela forma como consegue abordar temas tão fortes como a complexidade do ser, acompanhado de uma forte contextualização histórica que condiciona, e muito, o desenrolar da vida das personagens.

Olhem, não sei. Só sei que estou a adorar reler este livro e é bom saber que há coisas em mim que, apesar de passados quase 8 anos, não mudaram!

sábado, 13 de março de 2010

Fui traída!!! Valha-me Deus!!!

Hoje descobri várias coisas fantásticas! Coisas que vão mudar a minha vida! Mas não só a minha vida... bom, começando do princípio...

Num jornal diário leio esta brilhante opinião de um leitor: “Com homem te não deitarás, como se fosse mulher; abominação é... porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra... e a terra foi contaminada. (Bíblia Sagrada). A prática legalizada desta abominação aos olhos de Deus levou à ruína e extinção de poderosas civilizações, especialmente da romana. Será que ainda não aprendemos?” Ora, perguntam vocês, o que é isto???!!! Foi o que eu me perguntei... Mas mais do que me perguntar esta e mais uma série imensa de outras coisas, senti-me mal! Senti-me muito mal mesmo! (Ía vomitando mas isso deve ter sido qualquer coisa que me caiu mal ao pequeno-almoço... não sei, digo eu!) Ah! Caso ainda não tenham percebido, o título desta “opinião” é: Casamento gay.

Fui traída! Sei lá quantas vezes!!! Sendo assim, para que andei eu quatro anos numa faculdade privada, com os meus paizinhos a esfalfarem-se para me pagar as propinas, a ter aulas às 8 da manhã, a ter que jogar às cartas no bar (ai desculpem, isto não era para dizer!) Bom, adiante com a minha teoria... Para que andei eu a licenciar-me em História, a saber tudo e mais alguma coisa sobre a história política, social, mental e cultural das civilizações clássicas, se afinal tudo se resume a um declínio dum império pela “prática legalizada desta abominação”? Hã???!!! Para quê?! Dra Helena da Rocha Pereira, para que andei eu, a ler com todo o prazer os seus livros sobre as culturas clássicas quando afinal se desmoronaram por causa dos gays?! (Alguém devia avisar esta senhora que andou anos a fio a queimar as pestanas para tudo se resumir a isto...)
Vai daí, que concluo que os gays e “a prática legalizada desta abominação aos olhos de Deus”, foram a causa do desaparecimento dos Maias, do império romano, do grego, do Alexandre O Grande, do triângulo das Bermudas, dos Jardins Suspensos da Babilónia, do conflito israel-palestiniano... e mais!

Gays! Por favor, afastem-se de tudo o que nos resta ainda da herança romana! É um favor que vos peço! Das Pontes, das vias, das fontes... Afastem-se! Afastem-se que podemos, por vossa causa, perder tudo o que resta do nosso património!
Além disto tudo, afastem-se também e principalmente de pessoas que pensam assim! É que nem Deus, nos seus piores dias, diria um disparate destes!



P.s. – Cá p'ra mim, abominação, é o português deste leitor!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Incarnando a cor do lar

Cá volto eu à carga com mais uma daquelas descobertas (minhas, de mim para mim) que me têm surpreendido. Depois de perceber que certos problemas de congestionamento, sendo facilmente resolvidos com um iogurte matinal, andam a ser publicitados graças ao trabalho, ao laboro, de um senhor chamado Jacques Offenbach, descobri outra coisa.

Curiosamente ou não, parece que há uma forte tendência para ir buscar excertos de música dita erudita para ilustrar produtos ligados ao aparelho digestivo, e o pior é que continuamos no mesmo órgão, nos intestinos. Ora vejamos: alguém se lembra daquele anúncio que dizia: “Cologar, cor do lar?” Hmm? Alguém?... Anyboby? Então não é que esta frase vem no culminar do excerto de uma peça de Mozart? Coitado do homem! Tanto que ele trabalhou (secalhar foi por isso que morreu cedo, vai-se lá perceber a relação...) e agora (que é como quem diz, porque já lá vão uns valentes anos) pegam no “Et incarnatus est” e... coiso? Papel higiénico? O Mozart? (Ainda vou ter de perceber por que tenho de acabar os meus posts sempre indignada com alguma coisa...)

Para quem quiser dar uma espreitadela,


segunda-feira, 8 de março de 2010

"O que sempre soube das mulheres mas tive à mesma de perguntar"

"Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

Rui Zink, Jornal Metro, 08/03/2010


A LittleGirlBlue e a Bluedressed não quiseram deixar passar este dia em claro (por gostarem tanto, ou não gostarem mesmo nada do Dia da Mulher (ainda não percebi...)) que acharam que quem melhor para o celebrar, que um homem?! Elas lá sabem, coisas destas duas...

sábado, 6 de março de 2010

The XX!

Estes putos são muito bons!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A minha boca é um túmulo!

Ai meus Cridos! Ai meus Cridos, que eu não ando com imaginação nenhuma para escrever coisas para vocês. Eu ter assuntos até tenho mas sabem como eu sou, não sou moça para falar assim de qualquer coisa de qualquer maneira…

Ora, para não correr o risco de contar nada desinteressante, vou dizer mal de alguém. É sempre uma coisa por que toda a gente se interessa. Ora deixa cá ver… vou dizer mal… bem, em primeiro lugar, tem de ser de uma pessoa que não saiba do blog… depois, deve ser de uma pessoa que eu odeio mesmo, que é para o post sair muito irado. Por isso, vou começar a pensar… Ah, já sei! Esta é fácil. Vou dizer mal da minha vizinha da frente! Aaaa… vizinh… bem, bem… aqui em Lisboa… não pode ser, porque não está a viver ninguém lá… a velhota foi viver com a filha… Ahah! Mas já o genro dela… Há duas semanas estava um papel na porta, do tribunal (não confundir com A porta do dito), a querer a cabeça do homem! Já para não falar que diz que há fuga de gás! O risco que eu estou a correr! E o susto que eu apanhei, quando cheguei a casa um certo e determinado dia e vi a porta vedada com aquelas fitas! Apeteceu-me logo gritar: “Assassíno, como pudeste? Uma senhora tão boa!”. Senti-me uma autêntica figurante nos CSIs e tal… e coiso… “Elementar, meu caro Watson”, diria o Sherlock Holmes ao companheiro (note-se que hoje em dia seria mais “Dah!”), “Nem mais, Hastings”, exclamaria Poirot, reguzijando-se com o pensamento num arroz à valenciana… Mas olhem… quando olhei melhor para a treta da fita, qual PJ, qual PSP… nem Polícia Municipal sequer… era a Lisboa Gás. Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh!!! Pior, pior! Não morreu a velha porque deu de frosques antes que a coisa piorasse para o lado dela, mas posso lixar-me eu! (Agora, como habitual, acabo com uma moral da história desapropriada e ilógica) Isto, isto… nem nos mais antigos podemos confiar. Não admira que o genro lhe tenha saído assim… fresco!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Chuv... Cumo disse?

Ai! Aqui vai um desabafo. Parece que há um provérbio fabuloso, mas com o qual só me lembro de ter cruzado hoje. Ouvi-o às sete e tal da tarde (ainda noite em Fevereiro) e proferido da boca de um gajo que, dado o local onde se encontrava (na esquina de um prédio), pensei: “Bluedressed (bem, não foi bem Bluedressed, foi mais o meu nome verdadeiro. Vá, simulemos aqui a coisa [para parecer mais verídico]: Rafaela, é desta de te acontece das boas! Até que enfim porque… quer dizer… para cima de onze anos nesta terra e não passas de assédios reles no metro…”.

Eu sinceramente nem me apercebi da presença do tal senhor, tal era o enebriamento causado por um outro senhor chamado Sol Sobreagudo. Mas ainda bem que aquele receio que tive, breve… ténue… foi infundado porque afinal o que aquele… varão… fez foi desabafar, em jeito de “a mim ninguém me consegue deitar abaixo”: “Chuva de civil não molha militar!”.

As palavras sábias vêm da boca de quem menos esperamos… Até da educação rígida e firme de um… militar…

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O sobrinho do Cristiano Ronaldo, os mais de um milhão de desempregados e ainda…

Hoje tive uma daquelas atitudes que geralmente me irrita quando estou num local público a tentar ler… seja uma revista ou um livro mas principalmente um jornal. O desgraçado do senhor que estava sentado à minha frente no comboio, estava descansadinho da vida a ler o seu jornal até ao momento em que percebeu que a gaja que estava à frente dele (moi même!) estava a tentar ler também! O seu jornal! (Ò amigo, bem que podia ter dado um jeitinho que havia ali umas coisas que estavam difíceis de conseguir perceber!)

Nem me estavam a interessar as “gordas” por aí além até olhar bem para a primeira página do jornal, um conhecido diário da nossa praça, e perceber que o nascimento do sobrinho do Cristiano Ronaldo é muito mais importante que o meio milhão de desempregados que temos!!! Ok, podem dizer-me que não é todos os dias que nasce um sobrinho ao Ronaldo ao contrário das pessoas que todos os dias são despedidas! Apesar disso… está mal!!! A meu ver está muito mal!!! Detesto estas coisas! Letras garrafais para o nascimento do petiz e umas daquelas pequeninas, mas tão pequeninas que parecem aquelas cláusulas dos contratos e documentos do banco e afins que uma pessoa para as conseguir ler tem que andar sempre munida de uma lupa no bolso do casaco!) Felizmente, o sobrinho do Ronaldo, se tudo correr bem, terá uma vida boa e sem dificuldades, ao contrário daquelas famílias que de um momento para o outro ficam “instaladas” em casa, provavelmente a ver no noticiário e a ler nos jornais teorias, pensamentos e votos de felicidade para o sobrinho do nosso mais que tudo do futebol português e nem uma breve nota de rodapé sobre como vai ser a vida deles e dos filhos daqui para a frente!

Opá, a sério, um bocadinho mais de respeito pelo mundo real, meus senhores! Que a criança seja muito feliz é o que desejo! Ela e todas as crianças do mundo! (Calma que não quero armar-me em Miss Universo a dizer que quero acabar com a guerra e a fome no mundo…) Acabemos com as palhaçadas e as vidinhas cor-de-rosa e vamos lá a respeitarmo-nos mais uns aos outros! Também sei que muitas vezes “é o que o leitor quer” mas se não oferecermos mais nada ao leitor, este nem sequer pode escolher! Ou não é?


No meio daquela amálgama de informações, descubro também que o Sr. Jesus (o treinador do Benfica, não o outro senhor…) “proibiu os seus jogadores de usarem collants” no jogo! Pois acho mal! Coitados dos moços! Então se têm frio não hão-de usar um collanzito porquê? Podia ser que rendessem mais! Mas, conselho de amiga, por favor, usem collants da cor da pele!!! Assim só para não destoar muito! Confesso que para mim, jogador da bola é de calçonito e manga curta, de pelo no peito e a comer relva se for preciso mas… pronto, os tempos alteram-se, eu sei! Além disso faz um frio do caraças em Berlim!!!

Até que enfim... LIVRES!!!

Meus caros fofos, para nosso gáudio, vimo-nos libertas destas amarras que nos prendiam à incerteza e amargura de não sobreviver ao dia seguinte! Cada momento foi por nós vivido com intensa dúvida mas, ao mesmo tempo, conforto e satisfação por sabermos que estavam ao nosso lado! A apoiar-nos... a encorajar-nos, a dar-nos esperança! Para quê, perguntam vocês!

Estamos livres! Este espaço, por nós humildemente nutrido, trará frutos no futuro por vós saboreados. Isso é agora uma certeza! Porquê, perguntam vocês!

Pronto! Vá! Já chega!!! JÁ NÃO SOMOS UM BLOG SPAM!!!

Houve alguma mente iluminada dentro da net, que finalmente, após 3 pedidos de libertação destas amarras, percebeu que o nosso mais que tudo, o nosso fofo, o nosso menino (para quem ainda não percebeu, este blog...) é um espaço inofensivo, sem links para sites de gente porcalhona e de venda de coisas badalhocas!

Portanto, sendo assim, fiquem bem, que nós também!
(olha, rimámos!!!)


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Raparigas estranhas…

Já estamos a precisar outra vez de um pouco de música, não vos parece? Vamos fechar o ciclo Tori Amos nesta fabulosa rúbrica de Música feita por Gajas.

Depois de uma série de problemas pessoais, ao fim de alguns anos conseguiu finalmente encontrar a paz e um novo rumo, através da tão desejada maternidade. No primeiro álbum lançado após o nascimento da Tash, “Strange Little Girls”, a Tori decide apresentar uma série de canções interpretadas originalmente por homens mas que falam de mulheres. Ela pega em Lloyd Cole, em Lou Reed, nos Stranglers… e mostra o que ela pensa. A versão do “97 Bonnie & Clyde” do Eminem é, para mim, assustadora de tão brilhante. Mas adiante. Não faltou o “Enjoy the Silence” que, curioso ou não, foi beber aos alicerces da música, à demo que o Martin Gore inicialmente compôs (àquela mesmo antes de fazerem a atrocidade de pôrem o Dave nos Alpes a passear com uma cadeirinha de campismo, até que ele se passou e disse: “Façam vocês o resto, eu não estou mais para isto!” e bazou. Mas antes ainda teve tempo de gravar umas cenas em Portugal!).


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

São Pedro, meu rico São Pedro!!!

Meu rico São Pedro, mas que raio de mal te fiz eu para merecer tanta chuva?! Sim, que mal te fiz eu?! Eu até vejo os filmes todos da Páscoa!!!
Caso não te lembres, eu sou tipo “osga”! Eu gosto é de sol! E de calor! A mim, só me faltam as ventosas e passar tardes inteiras colada numa parede a mexer apenas os olhinhos! Vá lá... Diz lá o que queres em troca e oferece-me lá uns diazinhos de sol!!!
Ou isso ou uma máquina que seque roupa...



P.s. – desculpa lá a etiqueta mas começo a desesperar com tanto cinzentismo à minha volta...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sensibilidade e bom senso!

Hoje estava a falar com a Bluedressed acerca do pouco bom senso que algumas pessoas de vez em quando têm na sociedade para com os outros, quando me lembrei que, infelizmente, a maior parte das vezes, nem para os seus têm bom senso... Para ilustrar este meu pensamento, conto-vos uma cena, que para muitos não deve ter importância nenhuma e ainda devem achar que sou uma “esquisitinha” mas, que a mim, me marcou bastante.

Num centro comercial, quando ainda era permitido fumar, estava eu instaladinha num café, a fumar o meu belo cigarrinho, quando chega um casal com um bebé num carrinho. A criança ficou relativamente perto de mim e eu pensei: “tu apaga lá esse cigarrinho que te está a saber muito bem mas o miúdo não tem que estar a levar com o fumo na cara!” Assim foi... apaguei o cigarro e senti que tinha feito uma boa acção! Eis senão quando, a responsável mãezinha do puto, saca do maço de tabaco, acende um cigarro e vai de mandar grandes bafos para cima do miúdo!!! Epá... acho mal! Senti-me perfeitamente idiota!

Estão sempre a dizer que eu não posso ser mãezinha de toda a gente mas aqui tratava-se apenas duma questão de bom senso! Umas baforadas de fumo para cima de um puto nunca fizeram mal a ninguém nem aos próprios putos! Mas assim?! Tão ostensivamente? Directamente para cara do miúdo?! Menos minha amiga, menos...

Noutro post, a que darei continuidade a este tema da falta de “sensibilidade e bom senso”, tentarei arranjar uma explicação para o facto de haver uma senhora a espalhar congelados no banco da paragem de autocarro, de outra limar as unhas nada mais nada menos que para cima do meu casaco preto e outras situações afins...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Os raios luzem nos meus fios de cabelo brilhantes!


Ao fim de vinte e tal anos a ir ao mesmo cabeleireiro, descobri este Sábado uma coisa que me deixou assaz (reparem só na beleza da palavra, ãh, assaz!) satisfeita. Porque é chique, não é que eu seja uma pessoa chique (até acho que não sou, sa lá), mas é chique. Então o que é que ele disse (ao fim dos vinte e tal anos de consumo no seu estabelecimento)? Ele disse que a cor do meu cabelo é (estão preparados?): mel. A cor do meu cabelo é cor de mel! Ãh! Percebem agora? Não me digam que também não acham que é chique! Eu cá acho! “Ai, esta cor que eu tenho agora...”, “Oh... aaah... desculpa eu estar a interromper-te, mas... eu não quero estar a querer parecer melhor do que tu, mas fica sabendo que a cor do meu cabelo é Mel!”. Com letra maiúscula e tudo, para sobressair a importância!

Por isso, e depois desta enorme reviravolta na minha vida, vou ter de pedir à LittleGirlBlue que reformule o retrato que fez sobre a minha pessoa aqui para o nosso espaço egocêntrico. É que eu tenho, ou melhor, eu DEVO aparecer no meio das colcheias e das semíninas como? Exacto! Vêem? Até vocês adoraram a ideia. Eu cá estou radiante!



Nota: O facto de eu só saber isto ao fim de 20 e tal anos não vem agora ao caso, está bem? Sobre isso falamos mais tarde. E podem continuar a sentir-se seguros ao visitarem o blog. “Weirdo!”

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ok, eu sou uma Lade mas… EU PARTO TUDO!

Por que é que um gajo, quando está a falar com uma gaja, e avista outro gajo, muda logo o tom da conversa? É que é inevitável e confesso que a mim me dá uns nervos daqueles porque fico logo com a sensação de: “Ok. Está aqui a pairar no ar comunicação masculina. Lá estão eles a pôr o peito para fora. Não tarda estão a escarrar para o chão. Menos, menos!”.


Eu comparo isto aos gatos. Em certas e determinadas alturas, mal dois machos se avistam, começam logo a olhar-se de lado e depois a coisa piora, até os guinchos se tornarem quase berros humanos. Depois há a parte da pancadaria e aí é que é mesmo uma grande maçada porque isto geralmente acontece às 2, 3 da manhã e uma pessoa quer dormir e não pode e não era nada disto que eu vinha aqui escrever, que chatice. Primeiro pensei: “Vou só fazer um apontamento e pôr uma fotografia.”. Depois pensei: “Sim, põe só uma e diz que não podes fazer aquelas misturas que adoras porque o Office manhoso que conseguiste não tem o Picture Manager.” E, por fim, pensei: “Sim, faz isso tudo e diz que blog de gajas que se preze tem de ter, pelo menos uma vez na sua existência, fotos de gajos e depois aproveitas e fazes uma piada sobre o blog estar quase a ir para o perneta” e acabo por só escrever disparates, extensíssimos (para quê o esforço de poder de síntese que aprendi na faculdade? Para quê?) e que vão acabar por não ter piada nenhuma. Conclusão que eu tiro disto: o meu Office não presta, o corrector ortográfico não está a funcionar e fico com umas ganas de ir às trombas de um certo gajo por começar a falar grosso quando avista outro. Ah! E nunca mais venho à net a esta hora porque é impossível e acho melhor ir-me embora porque hoje parto tudo, EU PARTO TUDO!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Alguém me explica?...

Alguém me explica porque é que as pessoas têm que comer pastilha elástica de boca aberta?!
Aliás, porque é que alguém tem que comer seja lá o que for, de boca aberta?!

Desculpem lá o desabafo mas não é, de todo, o meu forte!!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

52.3 kB/s, 36.1 kB/s... Oh homem, despacha-te!

Ahah! Pensavam que eu vinha aqui para dar mais um nobre contributo sobre não sei o quê, mas não. Ide em paz, meus Fofos, ide em paz porque hoje é dia de folga. Hoje não há novo episódio sobre o Ciclo de Música feita por Gajas.

Sabem, é que estou aqui demasiado ocupada a olhar para o programa de torrents, a ver se me despacho porque estou ansiosa para ver uma coisa, mas parece que estou com azar, porque isto está a andar a passo de caracol.

Sendo assim, e já que afinal ainda tenho algum tempo, ia contar uma história que ouvi hoje quando vinha para casa. Então começou assim: (esperem só um segundinho porque parece-me ter ouvido ali…). Olhem, eu vou ter mesmo de ir porque… porque… olhem, porque sim. Caráças, o blog é meu (e da LittleGirlBlue, claro! Bêjoca!) e tenho que estar para aqui a justificar-me? Querem ver… Pfff…


Sorrisos...



Há sorrisos que nos deixam tão felizes!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Parabéns...

“Sou demasiado pop para a música tradicional e demasiado tradicional para a música pop”, dizia João Aguardela.

Faria hoje 41 anos, se a morte não o tivesse levado no dia 18 de Janeiro de 2009. Quando soube da notícia fiquei chocada. Gostava muito do João Aguardela e da forma inteligente como ele reinventava a música tradicional portuguesa. Reinventava a música e reinventava-se a ele e aos músicos que o acompanhavam. Foi o fundador dos Sitiados, mentor do Projecto Megafone, Linha da Frente e a Naifa.

Por gostar muito dele e o admirar imenso, dou-lhe os Parabéns! Esteja ele onde estiver, que esteja bem. Por aqui será sempre lembrado!

Fica aqui um excerto de um texto escrito por um amigo do João, o jornalista Ricardo Alexandre (retirado de http://anaifa.blogspot.com/):

"(...) criador com capacidades fora do comum, inovador, Aguardela soube antecipar tendências e lançar projectos esteticamente inéditos, sempre numa abordagem marcada pela defesa da língua e da cultura portuguesas. Firme nas convicções, determinado nos objectivos, invulgar na forma de ser e estar na vida, desde sempre grangeou respeito e admiração no meio musical, ainda que nunca tivesse procurado o estrelato.

Vítima de cancro, morreu no Hospital da Luz, aos 39 anos. Deixa uma obra invejável e saudade à família e amigos. Como escreveu o João "os dias sem ti / são todos iguais / são dias sem brilho / são dias a mais.""




Tocam os sinos na torre da igreja

O Ciclo de Música feita por Gajas continua na mesma onda, ou seja, Tori Amos. Desta vez avançamos dois anos. Depois de já estar bem “settled” em Inglaterra, surge o segundo álbum, o “Under the Pink”. A onda fortemente biográfica e catártica ainda está muito presente, assim como os temas religiosos.

Hoje escolhi o vídeo do “Past the Mission". Pois, é verdade, desta vez tive a sorte de encontrar o oficial! De ressalvar, também, que esta música tem a participação (especialíssima) do Trent Reznor (aquele senhor de cabelo meio seboso que metia medo ao David Bowie, aqui há atrasado... não... não viram o víd... pois... bidas...). O que é que a Tore teve a ver com o Trent? Isso eu não vou dizer porque não sou pessoa de intrigas, até porque ela nunca me contou nada, por isso... Nem a Tosca! Parece que já voltou de lua-de-mel lá com o tenor rasca e nada. Eu já vi as persianas para cima, por isso deduzo que já voltaram. Mas que o mundo é muito pequeno, lá isso é!

Enfins... Meus amigos: “Past the Mission”, de 1994, com as ‘backing vocals’ do Trent ‘hot’ Reznor. E eu prometo, ãh, prometo, que qalquer dia este senhor aparece aqui condignamente!

Esta é a tal muito boa que eu tinha para vos contar!

É coisa rápida e simples! Não vos toma muito tempo! Aliás, nem sequer tem muita graça, eu é que começo logo a pôr a imaginação a trabalhar...

Vocês sabem que há uma loja daquelas que vende gomas e rebuçados e frutos secos cheios de mel e compotas e não sei quê, que veste as suas empregadas com umas fatiotas que parecem pijamas?! Ò meus amigos, a ideia de ter na minha boca aquelas gomas insuportáveis com formato de latas de coca-cola, de ursinhos de peluche, de ovos estrelados, de lagartinhos e não sei que mais, enjoa-me um bocado! Agora imaginar que vem uma menina de cabelo apanhado, de saco plástico na mão, com uma pázinha para revolver tudo o que é morangada, minhocas e afins, perguntar-me se 150 gramas está bom, com um casaquinho de pijama cheio de cãezinhos a roerem ossinhos e gatinhos de laçarotes na cabeça, é mesmo de vomitar!

Que me desculpem as meninas em questão, alías têm todo o meu apoio quando se quiserem revoltar contra quem teve esta ideia tão peregrina mas... por favor...

Publicidade enganosa!!!

Meus amigos, há publicidade muuuuuuuuuuito enganosa! Há, garanto-vos que há!!! E se eu digo que há, é melhor acreditarem!
Fui às compras, a um hipermercado, dentro dum centro comercial! (Este ponto de exclamação e esta explicação prévia tem a ver com o facto de toda a gente saber que eu detesto centros comerciais e ser preciso haver uma urgência para me apanharem lá dentro! Bom, adiante...)
Estava eu a dizer que fui às compras... Entrei toda lampeira por ali dentro, como se não houvesse amanhã, a tentar encontrar os corredores certos dos produtos que queria para não correr aquilo tudo para acabar por ter que ir perguntar a um empregado (por falar em empregado lembrei-me que tenho uma muito boa para vos contar...)! Cheguei aos champôos, para cabelos secos, pintados, louros, ruivos, oleosos, quebradiços e outros tantos condicionadores, amaciadores, cremes, máscaras... quando finalmente encontrei um frasco de champôo que me pareceu mesmo aquele que eu precisava! (Eu passo a explicar: apeteceu-me mudar de champôo, só isso) Era Herbal... Até aqui tudo bem! O problema foi quando virei o frasco e começo a ler:
"Purifico suavemente o teu cabelo eliminando o excesso de oleosidade e os resíduos de produtos de styling. Refresca a tua cabeça com a minha fórmula refrescante, com extractos de ananás gelado e algodão. Sou limpo e fresco. Anda, experimenta-me!" Isto é um frasco de champôo a falar...
Apesar desta cativante mensagem levei o champôo para casa e, ao tomar banho, apercebi-me que esta é aquela marca que tem aqueles anúncios com aquelas senhoras muito jeitosas a tomarem banhos em cascatas de água limpida e a gemerem que nem umas malucas! Fiquei assim entre o expectante e o atrapalhada...

Pois devo dizer-vos que nem me senti jeitosa às 8 da manhã, nem tive qualquer vislumbre de cascata alguma e muito menos senti fosse o que fosse ao massajar a minha cabeça com Herbal!
Isto, meus senhores, é publicidade enganosa!!!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Aqui sofucada, sofucada… Ai! Tormenta…

Só Deus sabe como ando atordoada à 2ª feira. E, geralmente, só me apetece ouvir de manhã aquelas músicas a que designo de “músicas de gaja”, que é assim qualquer coisa entre a música de elevador/cabeleileiro e aquilo que ouviria a partir de 3ª feira.

Pois então hoje, quando andava a passear pelos álbuns no meu mp3 e a franzir a testa a pensar: “Não é isto… também não é bem isto”, estava lá ISTO! Um álbum que eu ouço muito poucas vezes e até faço aquela maldade que é a censura, apagando certas faixas. É o 1º álbum a solo de uma artista por mim já falada, a minha Tori Amos, pois claro. A Tori não faz a típica música de gaja, aliás, nada na Tori pode ser facilmente descrito e agrupado num determinado género. O que é que isto quer dizer? Quer dizer isso mesmo que estão a pensar: aí vem ensaboadela! E das grandes porque desde aqui abro o Ciclo de Música feito por Gajas! O que não significa que seja sobre gajas e para gajas e que fale de como te amo mas como me tratas mal. A ver se nos entendemos!

Começamos, pois, pelo “Little Earthquakes”, de 1992 e de onde seleccionei um vídeo para verdes, vós. Na realidade, não era bem este mas não encontrei o oficial (raspanete aos fãs. Não há um vídeo oficial disponível no Youtuber!!!!). De qualquer forma, e como uma gaja enrascada é pior que um homem bêbedo (depende do homem, acrescento eu), cá encontrei um vídeo ao vivo, ainda no início da carreira (não sei se neste espectáculo específico ela já teria lançado o álbum, mas de certeza que alguém poderá chegar-se à frente e acrescentar maior detalhe ao que digo). Aqui nota-se toda a força, toda a garra, toda a beleza e inocência de início de carreira a solo (até a nível estético. A pobre começou a cantar apenas com 2 vestidos para se apresentar).

Pois para vós seleccionei “Silent All These Years”.


Come here...



Come here, kiss me now!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Falou em prisão intestinal?

Realmente, ele há gente que… eu não sei, eu fico… assim… sem palavras… Eu que pensava que isto era só problema de inchaço e fastio e que se resolvia com um bifidus activo logo de manhãzinha, venho a descobrir que, afinal, ainda no século XIX, já alguém sofria de tráfego intenso numa certa e determinada região corporal. Vejam, eu não sei muito bem do que falo, por dois motivos. Primeiro, porque episódios de “congestionamento” não sei o que são (sim, também concordo, o nível do blog já teve melhores dias) e, depois, porque não fazia da existência nem do compositor, nem da peça que se segue até há coisa de três dias. E não é que há gente que se lembra, do alto da sua erudição, de juntar estas duas coisas? De um lado, a delicadeza da barcarolla, do outro… a “delicadeza” de outros assuntos…

Não estão a perceber nada, pois não? Eu tenho esta mania dos suspenses… Então façam o seguinte: vejam este vídeo dos 0:20 segundos aos 0:40, deixem a carregar, vão lá às redes sociais (como muito lhes gostam de chamar) e voltem a pôr no 1:50. Aí vão perceber do que estou a falar! E eu juro, juro, que não me senti nenhuma Fátima Lopes a escrever isto. Até porque felizmente…


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Clube das Amantes dos Baixos e Barítonos

Em primeiro lugar, gostava de pedir desculpa por no post anterior não ter dito nada, mas é que as palavras faltaram-me e o ataque de tosse não me quis largar...

Agora, ao vir a este espaço a vós dedicado deixar-vos algumas palavras de explicação, surgiu-me uma ideia que, no fundo vem de um desenvolvimento natural. Passo a explicar: vou criar o Clube das Amantes dos Baixos e Barítonos, CABB (salvo seja, porque eu cá não gaja de amancebos clandestinos)! É que faz toda a lógica e a minha vida só me pode levar a esse caminho! Ainda por cima, tenho o apoio da LittleGirlBlue, recém-apaixonada pelas vozes negras e escuras masculinas. Isto tudo porque o meu querido Dave também é uma excelente amostra dessa classe. Logo, que raios, façamos um clube! Façamos lanches com chá e torradas, troquemos fotos, mp3, mp4, avi, o que quiserem! Digam: “Sim, eu sou um(a) Amante dos Baixos e Barítonos!”.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Frente e verso







1000 visitas!




Hoje comemoramos a milésima visita ao blog!

Por isso, agradecemos a: seguidores, visitantes, amigos e inimigos, pessoal que deu de caras com isto sem querer e bazou logo a seguir e àqueles que, apesar de tudo, tiveram coragem para voltar.


Por último, queremos agradecer à Google por nos considerar um blog de spam e secalhar, por causa deles, não vamos conseguir chegar às 2000 visitas.


Divirtam-se e voltem sempre! Nós, até ver, estaremos por cá!

Sorrisos...



Há sorrisos que nos deixam tão felizes!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Como?!

Já experimentaram fazer uma pesquisa na internet pela palavra “como”?

Experimentem! Experimentem que é uma visão magnífica, principalmente se estiverem no local de trabalho, com o chefe/coordenador/colega mais velho ou seja lá quem for ao lado, e a primeira coisa que vos aparece é: “Como fazer um broche”!!!

Mas temos mais! Como se não bastasse isto para uma pessoa ficar encavacada até às últimas e da cor dum tomate daqueles bem maduros, ainda aparece em segundo lugar: “Como engravidar”!!! E ainda: “Como se beija”; “Como perder barriga”; Como emagrecer”; “Como ganhar dinheiro”... e para terminar em beleza tal e qual como se começou... “Como se faz um broche”!!! (que, para os distraídos, é diferente do acima "Como fazer um broche"...)

Força, Tosca, dá-lhe!

Ele há gajos, pá... dizem umas coisas, e tal, e pensam que... coiso... Ah, mas aqui a Tosca mostrou-lhe como se faz. Ele esticou-se, começou a dizer coisas que não devia, a fazer outras tantas e ela, zás, faca espetada na zona abdominal (ou mais ou menos por aí, é que ainda não consegui saber ao certo dado que ela foi em lua-de-mel com o Cavaradossi e não sei quando regressa). Questo è il bacio di Tosca! Mais nada! Ai queres? Então toma lá!

No entanto, eu confesso que considero um bocado injusto mandar um Scarpia destes para as alminhas, mas, se ela prefere tenores, é lá com ela... eu no lugar dela pensaria duas vezes... é que não se encontram senhores sádicos e perversos ao pontapé nos dias de hoje... Bem... Para aqueles que tiveram paciência para tal, já se depararam com este Scarpia num post aqui há atrasado, mas na figura de Fígaro. Estou a falar do senhor Bryn Terfel, senhor barítono e galês... já não me estou a sentir muito bem... é melhor ir terminando... Aqui fica uma amostra de toda a crueza e crueldade deste Scarpia (vá lá, vejam só uns segundinhos!). E um grande saravá para o senhor Bryn. Que Deus o conserve por longos e frutuosos anos!



Até nisto somos pobrezinhos!

Há coisas extraordinárias que se ouvem! Mesmo que não se queira ouvi-las somos obrigados a tal e, o que é mais curioso, é que de vez em quando ficamos mesmo interessados nas conversas, nos comentários, nas histórias... Chato, chato é ser obrigado a ouvir e não querer ou, pior ainda, começarmos a ouvir uma história ou uma “cusquice” dentro de um autocarro ou de um comboio, por exemplo, e a pessoa que a está a contar, sair antes de chegar ao final!!!

Hoje ouvi um senhor a dissertar sobre as revistas masculinas portuguesas! O tema não me interessa por aí além mas, lá está, estava a ser obrigada a ouvir a teoria e às tantas percebi que o senhor, meio filósofo meio geógrafo, estava um bocadinho indignado com esta história das “mecinhas” portuguesas se despirem para as revistas! Não era que ele achasse mal, ou bem... pura e simplesmente esteve durante 5 estações de comboio a descrever os atributos das tais “mecinhas” nas ditas revistas fora de Portugal. Ora, parece que na Venezuela, Argentina, Brasil e Itália, as moças se despem mesmo! Todas! Ali, assim, tal e qual como Deus ou os paizinhos as puseram no mundo! “Assim é que é!”, dizia o senhor! “Assim vale a pena!”, continuava. “Epá, somos pobrezinhos! Anda um gajo a dar dinheiro por aquilo para depois aparecerem assim meio despidas meio vestidas! Tá mal!”

Pois tá mal, sim senhor! Senhores das revistas vamos lá a ser mais explícitos! Nós aqui no nosso blog queremos ver toda a gente feliz e contente portanto já sabem... miúdas vamos lá a deixar-nos de manias e a pôr o público masculino menos “pobrezinho”!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tenho um portátil novo!!!

Meus amigos, tenho um portátil novo!!!
Até aqui, poderiam pensar: “Ai, olha que bom para ela!”, mas já vão perceber que ter um portátil novo é ver a vida duma forma completamente diferente! Eu passo a explicar...

- percebi, por exemplo, que iniciar um computador não demora o tempo suficiente de tomar duche...
- que abrir um mail não demora mais de 2 minutos...
- que abrir um ficheiro em word não demora o tempo de tomar o pequeno-almoço...
- que, ter abertas quatro páginas de internet, ter o messenger a correr e ainda ouvir rádio, não é obra do demo...
- que é possível fechar uma página sem me enganar porque a que não quero fechar demora tanto tempo a abrir que a que queremos fechar já tomou o lugar da outra... (pronto, confesso que isto está muito mal explicado mas se quiserem passem para a premissa seguinte...)
- que os animais da farmville do facebook mexem!!! (sim, é verdade... também sou das viciadas...) Que os cavalos abanam os rabos, as galinhas comem, os coelhos abanam as orelhas, enfim... um mundo animal novo e a descobrir!
- que, e para finalizar uma lista sem fim de coisas novas para mim, é possível despedir-me do meu amigo P., pelo messenger, antes de ele se enfiar na cama!!!

Estou radiante com o meu maquinão novo!!!
Agora sim, sinto-me uma gaja a sério!!!
Bom... é certo que nos próximos 3 ou 4 meses não vou poder sair de casa a não ser para tomar um café (desde que seja só 55 cêntimos...) mas... isso não interessa nada!

Por acaso até gostava...

Por acaso até gostava de ter um livro em cima da mesa de cabeceira mas não posso...



tenho 3 despertadores!!!

Cá outra beijoca, de dente ferrado

Há quem tenha uns incisivos proeminentes, como o Bugs Bunny, e há quem tenha uns caninos muito agudos. Ora, e quem tem caninos pontiagudos e cortantes? Claro, os vampiros! Esta temática anda agora muito na moda: montes de livros, filmes adaptando esses livros, séries televisivas... Até vamos ter uma série portuguesa dedicada a este tema!

Eu confesso que sempre adorei isto dos vampiros e do sangue e da noite e dos lobos a uivar. Enfim, faz parte do universo negro que cultivo. Não consumo tudo o que se relaciona, antes pelo contrário. Fico-me só pelo Drácula, coitadinho, que fez a sua catarse da pior forma. Tentei ler o livro, mas não consegui. O formato de uma narrativa composta por cartas a mim cansa-me um bocado. Por isso, fiquei-me pelo filme do Francis Ford Coppola e... pouco mais me entusiasmou. Só mesmo aquele filme com a Catherine Deneuve e o David Bowie (eu juro que não tenho nenhuma obsessão pelo senhor, apesar de ainda não ter parado de falar nele). Nem o dos… aquele com os dois grossos intocáveis, Tom Cruise e Brad Pitt, mas que a mim não me aquecem nem arrefecem (eles e o filme). Ah, estava a esquecer-me. Muito recentemente, vi uma espécie de tentativa de revival, o Drácula 2000, mas não vejam, não façam isso.

Portanto, eu cá sou muito clássica nesta matéria. Gosto de vampiros, de fantasmas (arrepiozinho pela espinha acima), mas numa onda mais retro. Olhem… bidas…

Os filhos da Quinta-feira

Para terminar o ciclo David Bowie,





Um grande senhor, de uma importância incontornável.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Parabéns, Xutos & Pontapés!

Faz hoje 31 anos que subiram pela primeira vez a um palco!
Parabéns! E obrigado...

Que belos dois senhores!

David, desculpa eu ter-te dado os parabéns tão tarde. Olha, para me redimir escolhi um vídeo todo janota teu. Não estás é sozinho, mas de certo que não te importas, porque o Trent Reznor é o Trent Reznor!


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Parabéns, David Bowie

'Ashes to ashes,
funk to funky
We know Major Tom's a junkie'


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sorrisos...



Há sorrisos que nos deixam tão felizes!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Um Fado (re)Nasce com André Baptista

Descobri há uns dias atrás que afinal não tenho só um vício!
Cheguei à conclusão que estou completamente viciada numa voz! O "culpado" dá pelo nome de André Baptista que nos brinda com um cd de estreia, "Um Fado Nasce".
Não consigo passar um dia (para não dizer que não consigo passar mais de 2 horas...) sem ouvir pelo menos umas 5 vezes este álbum!
O André é dono de uma voz grave, quente, envolvente... um estrondo!!!
O cd está à venda nas lojas Fnac e Companhia Nacional de Música e recomenda-se! Ouçam! De certeza que me vão dar razão!







p.s. - para além de tudo, é giro nas horas!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

And here we go again...

Oh dear! Back to work! E que bem que começou... De qualquer forma, e pelo sim pelo não, já tenho o meu mega kit-protecção: a helmet, a shield... and a blanket...

E um bom 2010 para todos!