quinta-feira, 5 de agosto de 2010

“Oh minha senhora, a senhora não tem vergonha de andar assim? Aleijadinha e com o umbigo à mostra?”
“Seu ordinarão! Vergonha é roubar e ser apanhado, seu gatuno!”
“Não faças isso, Mariusz! Não faças isso!”
“Eu vou… eu…”
“Não, não, NÃO! Ela não te quer, Mariusz. Ela casou com ele! Essa, essa… Netrebka…”
“Oh…”
“Mas eu estou aqui, Mariusz, eu estarei sempre aqui…”
“Oh…”
“Eu… eu… eu amo-te, Mariusz…!”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vê alguma diferença entre estes dois homens? É simples: o segundo é bicha, o primeiro não.

Pipocas, algodão doce, farturas e carrinhos de choque!

É Verão. Tempo de praia, piscina, sol, festas populares e farturas. Passeios pelas feiras, ficarmos malucos com as pechinchas que vemos e entusiasmados com os berros que os ciganos nos atiram para os ouvidos. É, é tempo disso tudo.

E é tempo também do quê? De uns belos espectáculos de grandes artistas da música ligeiro-popular. E o que é que eu faço? Vou ver um, pois concerteza.

Aquilo corre bem, e tal, a brejeirice faz parte do jogo, as músicas são o que são mas também é preciso ter jeito para escrever aquilo, os trocadinhos manhosos, as graçolas implícitas… Até está a ser engraçadinho. Lá aparece o gelado de framboesa, a senhora que tem insónias e só consegue dormir lá para as 3 da manhã (não, não estou a falar de ti, LittleGirlBlue), a garagem da vizinha, aquele senhor que diz que cozinha muito bem graças à panela de pressão (na altura em que a música foi escrita ainda não havia a Bimby…), aparece tudo. E eu sei-as todas! Todinhas!

Só que às páginas tantas a coisa começa a descambar. É o que dá os à-vontades… Ele há gente que uma pessoa dá uma ponta do dedo e querem logo a mão toda. Tudo começa com o teclista do dito artista a atirar, arremessar descontroladamente, piscadelas a tudo o que é gaja (e, por sinal, no meio daquele bombardeamento também acerta em mim). Há outra, vejo quarentonas que o tempo fez o favor de inchar e desdentar, de cigarro na mão, a dançar freneticamente como se não houvesse amanhã e depois… depois vem a parte mais suculenta! Meus amigos, vejam só! Homens a atirarem-se a outros homens, nas barbas das mulheres destes últimos. E o pior é que estes últimos, com as mulheres ao lado (senhoras de respeito, com os seus 50 anos e que usam ganchos com gatinhos), estão a gostar da conversa! Oh meu Deus! Isto eu não vi, foi o que me contaram, é a modos que um diz que disse. Mas a fonte é seguríssima, podem acreditar. Mas isto é mesmo assim, porque a gente está nesta vida é para se divertir e também já é uma da manhã e a senhora já está é com sono e com a consciência pesada de ter perdido as 3 novelas da TVI, por isso não deve dar por nada.

Sabem o que vos digo? Viva o nosso povo, viva a nossa cultura popular, a sardinha assada, os churros e as farturas! Bem bom! Hey!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nós só queríamos passear!!!

Um dia destes, eu e a Bluedressed andávamos a passear por uma zona toda chique de Lisboa, enquanto fazíamos tempo para coisas importantes (sim, que eu e a Bluedressed somos gaijas que fazemos coisas importantes! De vez em quando mas gaijaqueégaija também só faz coisas importantes de vez em quando! Bom, adiante...), estava eu a dizer que andávamos nós a fazer tempo para coisas importantes quando... por favor... por favor... mas que mal tinhamos nós feito nessa manhã para merecer aquilo?! Passo a explicar...

Primeiro... primeiro levo com uma cigana fabulosa que tentou vender óculos escuros à Bluedressed mas, quando percebeu que ela não ía comprar nem um parzinho que fosse, quis ler-me a sina! Ora... mesmo sem pagar fiquei a saber que não devia ter medo e que sou muito invejada! Começo a acreditar... já uma vez fiquei a saber que havia duas mulheres que me tinham feito um feitiço com terra do cemitério! Confesso que não gostei! Não gostei porque moro ao pé de um cemitério e sinceramente... quer dizer... então não podiam ter ido fazer feitiços para mais longe? Bom...

Segundo... fomos literalmente “atacadas” por um bando de mocinhas coreanas que só queriam mostrar-nos “Deus Mãe”! O problema é que a sua forma de abordar possíveis fiéis não é a melhor! Não é minhas amigas! Vocês não podem aparecer assim em bando (eram algumas 7 ou 8!) com ar de quem nos vai assaltar ou bater e depois começar a perguntar numa língua em que não percebemos uma única palavra se acreditamos ou conhecemos este ou aquele deus! Eu perguntei 4 vezes “Como?”, três vezes pedi desculpa e disse que não estava a perceber e a Bluedressed (cheia de sorte!) ouviu a única menina que conseguia dizer duas palavras em português minimamente perceptível! Depois também não podem fazer o ar de desgraçadas e começar a chorar porque ao fim de quinze minutos de vos tentar perceber digo que não tenho tempo! E excusam vocês, amigos blogueiros, de perguntar porque é que não as despachei mais cedo! Só que eu, para começar, sou uma rapariga educada! Depois... depois estive mais de dez minutos a tentar perceber se estavam a pedir informações, se me queriam oferecer alguma coisa ou se lhes tinha acontecido alguma desgraça!!!

Terceiro... em terceiro conhecemos o Pedro não sei quê (desculpa lá Pedro mas eu já estava farta de gente a meter conversa comigo!) que pertencia à associação não sei quantas que tinha criancinhas não sei com o quê e precisava de ajuda para alguma coisa!!!

Epá!!! Eu e a Bluedressed andávamos a passear!!! Só queriamos ver umas montras!!! Ver uns trapinhos agora para o Verão!!! E acima de tudo descontrair!!!
Para a próxima, perguntem-me primeiro se eu estou para aí virada... é que se não estiver a coisa corre mal mas se estiver até consigo ser uma gaja simpática!!!


P.S - À pala disso, a Buedressed apanhou uma constipação! Tá mal!!! Pois está!!!
“Olhe, desculpe, por acaso não viu o Eruí… Passou para onde?”


“Em frente, pois, pois, já tinha dito [espera lá, olha que este também…]”


“[Pronto, pronto, é que incham logo!] Qual é a sua graça? Mariusz? Sz… Posso chamar-lhe só Mário, para simplificar? Mas a mim é que não me custa dizer Éruíne, aliás, não me custa mesmo nada, já Mariusz…”


“Pois, pois… pois, pois, é, é isso. Olhe, talvez, talvez. Então adeusinho. Pareceu-me ver ali o… Éruíne…”














Pernas, para que te quero?


Parafraseando a nossa querida LittleGirlBlue: “alguém me explica” por que é que todas as pessoas, quando vão a correr para apanhar o autocarro, começam a sorrir?


Blast your mind!!!

Porque gosto deles e acho que são do melhor que se faz em Portugal, aqui vos deixo, meninas e meninos, senhoras e senhores... Blasted Mechanism!!!

Da melancia...

Descobri que há uma variedade nova de melancia! É a chamada “melancia com C de cedilha”!!!

Por favor... a Bluedressed é que é a menina da gramática e do bom português mas... já não há pachorra para tanto erro ortográfico!!!

Ò meus amigos: antes de E ou I, o C NAO leva cedilha !!! Perceberam?!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ainda se lembram deste senhor?


“Minha senhora, não pode entrar aqui! Isto é de acesso reservado!”
“Como?”
“Acesso reservado, minha senhora!”
“Olhe, desculpe, deixe-se lá de graçolas, ‘que eu estou muito aflita e diga-me qual delas é a das mulheres.”

terça-feira, 27 de julho de 2010

Exacto, exacto. E ela a ti também te pôs daquelas toalhas? Ãh? Daquel… E fez-te a massagem? Ãh? E arrepelou-te toda? A outra? Quem, quem? Ah, a das 3 e meia! Já ‘tou a ver, já ‘tou a ver quem é!

Uma mão que ajuda!

Ontem foi o Dia Mundial dos Avós.


Não sei muito bem para o que é que serve, mas acho muito bem que calhe no verão porque assim os netos já têm mais tempo para passar com os avós. Aliás, pelas minhas contas (ora 3x9=27 e vai um…), os netos vão ter tempo de sobra para passar com os avós porque os paizinhos já se devem ter metido num avião em menos de três tempos e voado para bem longe para passar umas férias excelentes. Daquelas férias maravilhosas em que a única coisa que sabem fazer é azucrinar o pessoal dos hotéis e gritar-lhes: “Isto é inadmissível! Já viajei pelo mundo todo e nunca me trataram assim!”. Olhem, bidas… O que vale é que estes paizinhos tontos, vamos chamá-los assim, hão-de ser, um dia, quem sabe, uns avozinhos fofos…

Mas eu concordo com este dia. Acho uma coisa fofa e útil. Pelo menos para mim foi, não pensem que estou a ironizar. É que aprendi, graças a uma reportagem na televisão, que os avós de Jesus eram o Joaquim e a Ana (será Ana… Já sabem que a minha cultura nestes assuntos…) e, já agora, aproveito este meio para agradecer a uma senhora que apareceu a falar e que disse que foi à missa rezar por aqueles avós que já partiram e pelos quais ninguém reza. Minha senhora (dirijo-me agora a ela especificamente), permita-me que lhe agradeça porque, de facto, isso é coisa que não consigo fazer. Já agora, não me leve a mal, e espero que não considere abuso da minha parte, os nomes dos meus avós são Otília e Gilberto. Obrigada pela sua vontade e disponibilidade.

Estão a ver? Esta senhora sim, ela é que pratica o bem e ajuda os ‘brethren’. Obrigada!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ora muito boas noites!

Não se preocupem os de vós que não concordais com as saudações no plural. Eu também não gosto tão pouco o que não invalida que, em certas ocasiões, não o possa fazer, não é verdade? Era só o que faltava!

Mas vamos falar de outras coisas. Gostaram do vídeo do grande artista que bos coloquei? Então e que tal voltar a botar outro, também interpretado por esse grande ícone pop da velha guarda, multi-instrumentista, compositor e produtor?

Pois que seja feita a vossa vontade! Aquando do seu regresso com o ‘Older’, o Grande Artista fez um unplugged para a MTV e lá colocou uma música muito bonita, daquelas de fazer suspirar as almas mais românticas, ‘I Can’t Make You Love Me’. Existe um vídeo com a gravação de estúdio, com umas imagens muito bonitas de flores de cores várias e outras coisas fofas que já me estão a deixar um bocado zonza de tão enjoada (assim como uma explicação muito simpática, exaustiva e atenciosa do contexto da elaboração do dito tema), e existe este testemunho que aqui vos deixo, do dito unplugged. Se a memória não me falha, este unplugged foi gravado a 9 de Outubro de 1996, tinha o ‘Older’ sido lançado há escassos meses.

Disfrutem os de vós que também apreciam este grande senhor e eu prometo que não volto a repetir a gracinha de pôr coisas destas assim tão de seguida e ainda por cima no verão… com este calor todo… E não fica nada bem a uma gaja das electrónicas e das erudições ouvir estas coisas… “Quem? Geor… não… não tou a ver… Ele canta o quê? Wake me… (e antes que lhe salte para cima a dizer: “Seu nabo, ‘Wake Me Up Before You Go’ é dos Wham! e não a solo e foi lançado em 1984!!!! Quando ele ainda só tinha um single a solo!!! E é se tinha porque o ‘Careless Whisper’ foi também lançado nesse mesmo ano)” e vou calar-me porque senão continuava aqui a dizer-vos que o ‘Careless Whisper’ era para ter sido um single Wham! mas não foi e que foram feitos dois vídeo-clips… e… caaaaaaleeeeeeeeeeemmmmmmmm-meeeeeeeeeeeee……..

Ah, deixem-me só dizer mais isto! Nas teclas irão ver dois senhores, um deles assim muito cabeluuuuuuuuuudo, que acompanha, há coisa de 12 ou 13 anos, os meus Fofos Depeche! Ele a vida, ãh, olhem... é... é uma casquinha de noz!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ontem deu-me para as saudades.

Na minha adolescência vivi e sofri a ouvir este senhor. Sofri por ele e secalhar até com ele. Coisas de chavala. Nunca pedinchei nada à minha mãe, mas, cada vez que ia à finada Virgin Megastore nos Restauradores (tendo percorrido 90 quilómetros para quase esse único propósito), levava-me ao desespero saber que estava ali um álbum, um single de remisturas desisteressantes, que não iria ter. Até as remisturas eu ouvia atentamente, com e sem fones, para perceber diferenças. Sabia os singles todos de cor…

Depois chateei-me com ele porque deixei de gostar da música que estava a compor, lá para 2002.

Ontem, pela primeira vez desde que tenho internet, fui ao Youtube ver o que havia por lá. E há isto: um concerto no Rock in Rio, em 1991. Aqui, o Grande Artista, como o chamo agora, tinha um relacionamento com o Anselmo Fellepa, brasileiro, que veio a falecer com um derrame cerebral, dizem, relacionado com a SIDA. É graças a este senhor, meus Fofos, que temos o ‘Older’ (e graças a essa outra grande senhora, a Maria Joana, pessoa descontraída, informal e liberal).

Adoro vê-lo nesta época. Acho que está extremamente bonito, adoro o brinco dele, adoro tudo. E a sua voz continua a ser a minha preferida.

Meus Fofos, este senhor, apesar de todas as coisas que tem feito (não vou dizer asneiras porque, para além de não o poder julgar só ele as poderá avaliar), continua a ser inteligente, elegante e muuuuito masculino.

Escolhi esta música porque, apesar de não ter sido composta por ele, marcou-me muito. Faz parte do álbum de tributo ao Freddie Mercury.

Meus Fofos, George Michael


quinta-feira, 15 de julho de 2010

“Fixe os olhos neste ponto. Concentre-se apenas nele. Esqueça tudo o resto. Vai começar a sentir-se cada vez mais leve, as suas pálpebras cada vez mais pesadas…”
“Olhe, desculpe, mas… aaaa… importa-se de fazer algum sentido? É porque eu assim não me consigo concentrar…”

Eles andam aí

Sabem o que eu vos digo? Que estou por aqui, por aqui!

Isto chegou-se a um ponto na nossa vida, na nossa sociedade, ãh, que já nem os animais, nem os animais, nos respeitam.

Por duas vezes hoje uns pombos estúpidos fizeram-me uma razia. E olhem que estou a falar a sério! Da segunda vez, então, se não me desviasse levava com uma asa na bochecha (pensavam que eu ia dizer tromba, não era? Haha! Nãããã! Je suis une lady, I don’t say such ugly words…). Ainda bem que não houve uma terceira porque acho que perdia as estribeiras e… e… ainda apanhava uma criatura dessas nojenta em pleno vôo (coisa nada dífícil, ‘tá-se mesmo a ver) e estrangulava-o com os meus ricos fones…

Mas que coisas inúteis… yac!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Da Física e outras ciências mais

O calor dilata os corpos e ainda bem que assim o é porque desta forma nós, gajas, temos a oportunidade de nos queixarmos menos de certas e determinadas coisas sobre as quais nunca estamos satisfeitas. É, é verdade. Olhem, ainda bem. Por outro lado, é uma grande chatice quando se calça salto alto e depois chegamos ao fim do dia e os pés estão todos inchaaaaaaaaaados, porque, para variar, escolhemos mal o dia para os calçarmos. Eu falo por mim, levo-os sempre quando preciso de fazer tarefas que implicam maior esforço físico, mas isto eu acho que é a minha veia mais bruta a falar alto: “Ai é? Ai vais fazer aquilo? Então levas as sandálias que é para sofreres melhor.”. Sim, meus Fofos, sofrer melhor… Pensando bem, aquilo de que eu tenho mesmo pena que o calor não dilate é o estômago… Tanta coisa boa que eu tenho em casa para comer e não posso, porque já esgotei a capacidade de ocupação.

Ai, olhem, tenham paciência comigo, porque isto uma gaja não escreve posts há imenso tempo e depois perde o jeito e depois sai-lhe tudo de enchurrada (e se for com um X paciência, hoje não me apetece ir ao dicionário) e vai uma gaja ver coisas giras e só dá de caras com certa e determinada gente que preferia não ver fora de certos e determinados locais e o que me apetecia mesmo agora era um gelado. Mas não posso, porque estou em hora de digestão. Gostei, “hora de digestão”! Hah!

Sim, eu também estou um bocado zonza com isto, tanto que nem me vou atrever a ler, mas considerem “stream of conciousness”. E não é que eu descobri que isto não é apenas um fenómeno da literatura? Ele o mundo é mesmo muito piqueno! Livra!

domingo, 4 de julho de 2010

Freira! Perigo!!!

As freiras não deveriam ser pessoas de bem? É que a senhora freira que vi hoje no metro era um perigo! Aquela mulher com uma muleta na mão era bem mais perigosa que qualquer serial killer! Minha Nossa Senhora!!!

Aquilo era muleta pelo ar, para a direita, para a esquerda! Valha-me Deus! Apontava com a muleta, mandou parar o metro com a muleta, passou à frente de toda a gente com aquela maldita muleta! Toda a gente se afastou! Pois não!!! Eu fui a primeira a correr para a carruagem seguinte! Fogo!!!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

De napa... só o Billy Idol!!!

Há gente que parece que não tem noção das coisas que veste e muito menos do que lhe fica bem ou mal! Eu não sou rapariguinha para andar a reparar no que é que o pessoal veste ou não mas há coisas que, por mais que não se queira, nos saltam à vista.

Há bocado dou de caras com um rapaz com umas calcinhas de napa que nem nos anos 80 se vestiam! Lembro-me de alguns casos “graves” de calças de napa por aí mas como parecia que naquela altura o que estava na moda era ser o mais piroso possível, a coisa até passava. Mas estamos em 2010!!! Já ninguém usa calças de napa! Muito menos pretas! Com a cintura até ao pescoço! Com a camisinha por dentro das benditas calças! Por favor...

Mentalizem-se de uma coisa! A única pessoa a quem fica bem um par de calças de napa preta é ao Billy Idol!!! Vão por mim que não se enganam!!!
Por falar nele, aqui fica o senhor com umas boazonas em Hot in the City!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Eu disse àqueles para aparecerem na 3ª feira, reparem bem, na 3ª feira. A mim cheirou-me logo a esturro. Eles começaram com uma conversa: “Oh doutor, sabe que isto ‘tá complicado” e tal. Eu pensei assim: “Já me ‘tão a querer enrolar”, “Ah, e coiso, o tempo agora ‘tá de menos chuva, combinámos pintar aí os muros a uns fulanos… Vamos ver no que vai dar, vamos ver no que vai dar…”

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Há festa na escola primária!

Esta 6ª feira houve festa na escola primária em frente à minha casa. É uma alegria! Ver os putos todos contentes, a correr, a brincar... aos gritos (acho menos graça mas vá...); os pais ainda mais histéricos que os putos (menos graça ainda...), um cheirete a sardinhas que não se pode (pronto, isto é que não tem mesmo graça nenhuma!) e as típicas marchas populares e a bela da musiquinha pimba na quantidade suficiente que estas situações requerem!

Mas, o que me fez mais confusão não foi nenhuma destas coisas! Ah pois não bebé! Foi o facto do patrocínio duma festa numa escola primária ser o de uma cerveja!!! Ò meus amigos, mas que raio de parvoíce é esta?! Aquilo é uma escola primária, senhores!!! Onde é que anda o Caprisone? O Tang? Cerveja???!!! Os putos a jogar ao lencinho e à apanhada com uma imperial na mão?!

Quer dizer, não podem levar um puxão de orelhas dum professor porque ficam traumatizados! Espetam-se no recreio, arranham um joelho, cai o Carmo e a Trindade! Lavam as mãos 150 vezes ao dia com desinfectantes por causa dos germes que lhes podem consumir as entranhas! Bebem leitinho com chocolate porque lhes faz bem aos ossos! Não têm aulas de educação sexual porque somos todos muito católicos! Mas à bela maneira do português, fazem festas de final de ano lectivo patrocinadas por cervejas!!! Com barraquinhas de cerveja e barris de imperial à disposição! É que nem eu tive apoio duma marca de cerveja para a viagem de finalistas!!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ah como eu os compreendo...

Cheguei a uma idade e a uma fase na minha vida em que tenho muito pouca paciência para certas e determinadas coisas... Estava a falar com a Bluedressed e estava a dizer-lhe que começo a perceber aquele pessoal que se passa dos carretos e entra em sítios e desata aos tiros e cenas semelhantes! Cada vez os compreendo melhor! À se compreendo!!!

Volta e meia lá aparecem mais uns “postalitos” para me fazerem pensar assim! Gente pobre (mas muito pobre mesmo! De espírito, claro!) e mal agradecida! Gente mal educada, gente que passa por cima de tudo e de todos só para conseguir o que quer! Gente hipócrita e mesquinha, intolerante e com uma cabecinha mais atrasada que a da minha avó! Gente que entra em histeria com a Selecção Nacional e com o Cristiano Ronaldo e se esquece de tudo o resto! Só não se esquece da m***a das vuvuzelas!!! Ai isso é que não pode ser!!! O que seria de Portugal, dos portugueses e de tudo o que mexe se não fossem as sopradelas, mal dadas ainda por cima, nas vuvuzelas?! É que na África do Sul aquilo faz outro sentido! Já viram a extensão da África do Sul?! Ò meus amigos, a minha rua não é a África do Sul!!! Tenham lá paciência!!!

Mas há mais! Ai há, há... Há muito mais que isto hoje está difícil... Como dizem a Bluedressed e o meu amigo P., estou assim atravessadinha! (o sinal é uma mão atravessada na testa...)

Cheguei à fase em que entendo esse pessoal dos tiros! Olhem, há sítios onde entrava e era uma razia completa! Também estou muito de acordo com aquele provérbio do “crime compensa”! A quantidade de gente que eu vejo a declarar o salário mínimo nacional que não recebe, aqueles que não pagam segurança social durante anos apesar de trabalharem a recibos verdes e eu, que por estúpidez ou bloqueio do computador que já era velhinho e não conseguia processar duas informações ao mesmo tempo, envio duas declarações de IVA e a seguir vou pagá-lo (ai que dor...) e passado dois meses recebo em casa uma cartinha das Finanças a dizer que não paguei e não sei quê... ò meus amigos, se eu não tivesse pago nenhuma nunca me teria chateado! A correria para as Finanças! Três vezes! Das duas primeiras não podem resolver o problema porque não têm sistema informático, telefone ou fax... até que da última lá se resolvem a fazer qualquer coisa porque aqui a vossa amiga escreveu uma cartinha muito bonitinha a explicar a situação e a chamar-lhes incompetentes e que o melhor era resolverem a porcaria que o próprio sistema deles não resolve! Mais um sitio onde eu entrava de espingarda em punho! Ou daquelas com silenciador... com uma caçadeira de canos serrados também não me parece mal... e uma metralhadora?! Isso é que era! Ai isso é que era!!!

Eu sei que não sou o Rambo, porque aquela fitinha na cabeça e a boca torta não fazem o meu género mas era capaz de lhe pedir umas explicações!


sábado, 19 de junho de 2010

Mais uma corrida, mais uma viagem...

Já uma vez aqui disse, aquando do concerto dos Xutos & Pontapés no Restelo em Setembro do ano passado, que estes cinco senhores fazem parte da minha vida e a sua música podia muito bem ser a banda sonora de qualquer filme que alguém se lembrasse de fazer acerca aqui da “je”!

Sábado passado fui vê-los a Santarém. Muito mais do que um concerto dos Xutos & Pontapés, foi um reencontro de amigos que não via há 20 anos! Daqueles amigos que não se esquecem por mais anos que passem! Daqueles amigos que ficam para sempre com um lugar especial no coração; com quem crescemos; com quem ri e chorei, com quem fiz asneiras, em quem confiei, com quem partilhei tanta coisa! Com quem passei férias, brinquei, comi, dormi... Que foram o meu mundo durante anos!

E querem saber o que é engraçado? A confiança mantém-se, o à vontade, a alegria e a vontade de nos voltarmos a ver! Foi isto o que mais aprendi na convivência com eles: que por mais tempo que passe, os verdadeiros amigos ficam sempre “cá” dentro! Foi bom “retomar” a conversa onde a tínhamos deixado. Assim, sem mais nem menos! Como se nos tivessemos despedido no dia anterior!

Tudo isto ao som dos Xutos! (É aqui que eles entram...) Lá estavam eles, mais uma vez, a marcar um momento especial da minha vida! Parece que sabiam e, nos momentos certos, tocaram aquelas músicas que tinham sido tão importantes para nós há vinte anos atrás! Mais uma vez! A fazerem a banda sonora das nossas vidas!
Obrigado Xutos!
Obrigado PB! Por te manteres igual a ti próprio, por seres a pessoa boa que és, o amigo que sempre foste!
Obrigado N.! A ti, especialmente, obrigado... Por seres quem foste e continuares a ser...


Guias turísticos na Carris!




Quantos de vocês já passaram pela magnífica experiência de andar nos autocarros da Carris, em Lisboa, com aquela senhora simpática a dizer os nomes das paragens? Já experimentaram? É que se já passaram por isso não se esqueceram de certeza!
Egoísmos à parte e sabendo da importância desse meio de informação, aquilo é uma grande seca!

É que andar todos os dias num autocarro desses que faz um percurso com seis paragens a levar com aquela senhora é um suplício! É um suplício e mete medo! Juro que tenho medo dos efeitos secundários daquela brincadeira!
Aquilo põe qualquer um louco! Estou à espera do dia em que o motorista muda o percurso só para contrariar a “senhora”! Que alguém se passe e comece às cabeçadas às colunas para calar a “mulher”! Por outro lado e se estivermos bem dispostos, podemos sempre imaginar que vamos num autocarro turístico! É que ainda alguém me há-de explicar que raio de sotaque é aquele! Parece que estou na ONU com tradução simultânea! Ou na Ucrânia! Com guia turístico! Mas antes fosse...

Tudo bem, tudo bem! É útil, é! Mas que é uma seca também é!!!

Ò jovem!!!

Adoro quando me tratam por: “Ò jovem!!!” Epá, gosto!!! Gosto porque dá aquele ar de machão, coiso e tal, cheio da pinta! Curto, pronto, vá!
Podia ser: “Ò boa!!!”, “Ò garina!!!” ou mesmo: “Ò febra!!!” Mas não, foi mesmo “Ò jovem!!!”

Melhor que isto só mesmo aquela expressão muito característica aqui pelos autocarros de Lisboa que é: “Ò chefe! Abra à rectaguarda!!!”...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pombaria por aí!!!




Às vezes (poucas, é verdade...) chego cedo à estação de comboios onde espero pelo comboio para ir trabalhar. Quando estou inspirada, tiro o meu bloquinho da mala e saco da caneta (escrevo à moda antiga...) e começo a escrever textos aqui para o nosso mais que tudo! Foi o que fiz hoje.

Nesses momentos a minha única preocupação são os pombos! Epá, detesto pombos!!! Eu, que sou uma amante de animais, defensora dos seus direitos, que me sinto mal porque mato uma melga, detesto pombos! É que não posso com eles! Se há animal que me irrita são os pombos! Nem as pombinhas brancas da paz escapam!

Então quando estou de casaquinho branco como era o caso, a minha vontade de os mandar a todos para um sítio que eu cá sei, torna-se completamente incontrolável!
E não pensem que estou assim porque algum deles resolveu mandar alguma substância para cima do meu casaquinho! Não se atrevem!


Opá, fogo!!!

Uma gaja não é só pernas e cu, tá?!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dia de São Receber

Tenho umas sandálias que escorregam tanto mas tanto que quando apanham chão lisinho, daquelas lajes bonitas ou a bela da calçada portuguesa, começo a andar pareço um cossaco! Mas em mau!!!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Do futebol italiano... ou não!

Nunca percebi porque é que sempre gostei tanto da selecção italiana!





Deve ser porque gosto muito de futebol! Com certeza!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Gato lindo!

Miss Bluedressed is back on her mission again, and this time she’s going to talk to you about commas. Sim, meus Fofos, vírgulas, pontuação. Casos em que não se devem usar nunca e casos em que o uso é facultativo. A propósito, esta maravilhosa árvore genealógica que vedes em cima é uma metodologia de estudo usada pela Gramática Generativa, de que falei no post/charopada anterior.

Todos sabemos quando NUNCA devemos usar uma vírgula, certo? Entre o sujeito e o predicado. Ora, conseguem identificar o sujeito e o predicado da frase em cima? O sujeito é “o gato” e o predicado é “come” (para nós, é suficiente considerarmos apenas isto). O “a sopa” é aquilo que, no tempo em que eu aprendi estas coisas, se chamava de complemento directo.

Ora, meus amigos, NUNCA ponham uma vírgula entre “o gato”, o “come” e “a sopa”, mesmo que a sopinha seja de letras. Nunca! Não se faz, é uma grande maldade, porque eles querem caminhar juntos e ser muito felizes. Usem, sim, se quiserem, a vírgula se estes três elementos tiverem filhinhos (é promíscuo, mas paciência), “na tigela”. “Na tigela” tem o direito de ser livre e passear por onde quiser, se não vejamos: O gato come, na tigela, a sopa. O gato come a sopa, na tigela. Na tigela, o gato come a sopa ou, muito à frente e poético, O gato, na tigela, come a sopa. Se forem pessoas simples e humildes, podem simplesmente dizer: O gato come a sopa na tigela. Ninguém morre por isso.

Conselho de amiga: se têm dúvidas quanto à utilização da vírgula em certas situações, não a usem. Mais vale pecar pela sua ausência do que pela sua má utilização!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Zé e a Hélia

Para não pensarem que eu só leio coisas do Miguel Sousa Tavares, gostava de vos chamar a atenção para outros dois escritores que eu adoro: o José Luís Peixoto e a Hélia Correia.

O primeiro dispensa apresentações! É “o” José Luís Peixoto! A segunda, a Hélia, é uma escritora fantástica, que escreve com uma sensibilidade apaixonante, que conta histórias cruas, cheias de beleza!

Gosto muito dos dois e daqui gostava de lhes deixar os meus parabéns e agradecer pelas horas de prazer que me dão e vão continuar a dar, de certeza!

Leiam Cal e Morreste-me do José Luís Peixoto e Bastardia, Lilias Frasier ou A Casa Eterna da Hélia Correia e venham cá dizer que eu não tenho razão!


P.s. – A Hélia Correia é minha vizinha! Por estupidez ou timidez ainda não lhe dei os parabéns pessoalmente mas ainda hei-de ganhar coragem para o fazer...

terça-feira, 8 de junho de 2010

“Aparício! Aparício! Como foste capaz?”
“Florbella?”
“Aparício! Quem é essa? O que faz ela com as chaves da nossa casa?”
“Florbella, esta lombarda já não te pertence!”
“Como?”
“Sim. Deixou de ser tua. Partiste, foste embora. Deixaste-me a mim e aos teus 7 filhos nesta casa, pequena, ainda mal brotava. Fizeste-nos sentir umas formigas envergonhadas. Agora, que esta couve floresce, que é cobiçada pelos vizinhos e os nossos filhos têm espaço para crescer, voltas... Florbella...”
O que é que eu te disse, Vasco? O que é que eu te disse? “Aquele livro há-de ficar ali em cima até ganhar mofo porque eu não espero de o arrumar!”.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

2040...

Tive por companhia no autocarro um senhor, muito indignado, porque os políticos sabem o que vai acontecer em 2040 mas não dizem a ninguém!!!

Ora, eu não me lembro de alguma vez ter votado na Sô Dona Maya nem na Alcina Lameiras! Nem me lembro de as ver em alguma lista partidária!

Sendo assim fico preocupada! Fico, o que é que querem? Fico, porque das duas, uma: ou a minha miopia aumentou exponencialmente e lá vou ter eu que gastar mais um dinheirão que não tenho com o oftalmologista, comprar óculos novos e passar três meses a dizer a toda a gente que gostava mesmo era dos antigos; ou o Paulo Portas e os amigos estão muito bem mascarados!

Tenha calma senhor! Tenha calma porque se eu, em 2010 já tenho a idade que tenho, em 2040 não quero imaginar a idade que o senhor terá!!!

terça-feira, 1 de junho de 2010


Oh the tears that you weep
For the poor, tortured souls
Who fall at your feet
With their love begging bowls

[…]
Alms for the poor
For the wretched disciples
And the love that they swore
With their hearts on the Bible
Beseeching the honour
To sit at your table
And feast on your holiness
As long as they’re able

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Reino das Áfricas


Eu antes era uma gaja que adorava futebol. Aliás, ficará na minha memória a altura em que deixava de estudar (Filosofia, odiei sempre) e punha-me aos berros para a televisão, a dizer ao treinador para tirar não sem quem e pôr o não sei quantos. Depois deixei-me disso porque tornei-me numa pessoa doente, sem se poder enervar.

Estou tão desligada disto que, ao princípio, quando via o anúncio ao concerto dos Black Eyed Peas, com o Bruno Alves a cantar no carro, não percebia muito bem o que é que o cu (a selecção) tinha a ver com as calças (o referido grupo). Agora já percebi… dah! Mas o que me está a arreliar não é o facto daquela música (que eu por enquanto ainda consigo ouvir sem entrar em convulsões) ser o hino oficial da selecção para o mundial e, como tal, ter de me preparar psicologicamente para a gramar até ao cúmulo da minha resistência. O que me está a apoquentar é o facto de agora terem ido desencantar as vuvuzelas, lá das Áfricas! Já estou a imaginar o inferno que vai ser! Eu a querer dormir e o pessoal na rua a “tocar” aquela coisa! Oh meu Deus! Eu não sei quanto tempo a selecção vai ficar lá (tenho um palpite mas não o vou dizer), mas espero que o pessoal não se entusiasme e não comece a vestir aquelas saínhas muito giras, assim de farrapos tipo palha, e comecem a andar descalços e em círculos, a bater com o pé no chão… às 2 da manhã…

Ai! O que eu adoro dizer mal! Mas é que o futebol comigo está lixado! Eu até gosto, mas acho ridícula a importância que as pessoas lhe dão, logo, perco qualquer interesse em saber o que se passa.

Olhem, seja o que Deus quiser (quanto ao inferno das vuvuzelas. Quanto ao resto, ouve, quero lá saber…)…

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Binde e Bede!

Cá está a Teacher Bluedressed (ou Miss, como se diria em terras de outra língua materna) para vos dar mais uns lamirés de como se escrevem coisas da forma correcta. Esta é simples… digo eu… VÊEM e VÊM. O que é um e o que é o outro? Em primeiro lugar, e querendo complicar o que não é complicado, são os dois verbos, na mesma pessoa e no mesmo tempo verbal só que… o 1º é do verbo VER e o segundo é do verbo VIR. Vêem? É tão fácil a explicação, é tão fácil a aplicação que até enjoa. Eu até já estou assim um bocadinho pró… mas isso deve ser da fraqueza porque, apesar dos meus 37 quilos não aparentarem, sou uma moça de muito sustento.

Ide em paz e, para qualquer outra dúvida, consultem uma gramática, meus fofos. Não morde, não dói, não vos come nenhum pedaço. Se não tiverem nenhuma gramática convosco, pois que arranjem. Gramática Tradicional porque há outra, a Generativa, mas essa é coisa inventada de quem não tem nada que fazer, não liguem a isso.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ò gente da minha terra...

Ò gente da minha terra (não sei porque fui pensar que este título é apropriado mas achei-o chamativo...), mas que raio porque é que as paredes das casas na cidade têm que ser tão fininhas?! Tão ocas, que deixam passar todos os sons duma casa para outra?! Digo isto porque, para além de não gostar de ouvir o vizinho de cima a fazer xixi, muito menos gosto de estar em casa do amigo P., em amena cavaqueira, a beber um copo e a fumar um cigarro (sim, somos pessoas com vícios!), e a ouvir sons compassados de “qualquer coisa” a bater contra a parede da sala! Ouvi dizer que na casa ao lado, aquela parede é a parede do quarto dos meninos que lá vivem...
Divirtam-se! A sério, divirtam-se! Muito! Mas será que não dá para porem qualquer sinal na janela, na porta de casa, na porta do prédio? Um sinal que toda a gente entenda? É que a nós não nos custa nada, vamos para a cozinha, não há problema nenhum, e vocês sempre ficavam mais à vontade! Hã?! Que tal? Que dizem?...

A todas as Portuguesas e a todos os Portugueses


Ora aí está uma coisa de que não gosto (desta vez, vou tentar não usar uma linguagem muito radical, correndo o risco de estar a saturar os nossos caros leitores bloguistas. Hoje vou dizer mal… mas em forma fofa). Causa-me um certo e determinado transtorno quando a classe política, principalmente esta, apesar da tendência estar a alastrar-se a todo o poBo em geral (principalmente a certas e determinadas figuras que, querendo causar boa impressão no meio televisivo, recorrem a esta… coisa…) retira do seu bolso (cheio ou não… não quero saber) a nobre tendência de distinguir os dois géneros no discurso. As portuguesas (senhoras primeiro, com licença) e os portugueses (eles, mesmo que não sejam cavalheiros, ficam para o final. É para aprenderem a ser bem educados… ah pois é…). Eu poderia considerar este recurso de oratória uma coisa fofa, é simpático, atencioso. No entanto, meus fofos, eu não considero. Na minha opinião, é desnecessário porque: há uma, em português, usa-se sempre o masculino no plural para englobar coisas dos dois géneros; há outra, o facto de eles atenciosamente se dirigirem a mim de uma forma mais destacada não irá gerar maior vontade de ouvir o discurso deles. Considero, aliás, este recurso uma grande seca, tal como considero aqueles discursos formais, em que uma personalidade fala perante uma elevada audiência: “Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr. Primeiro-Ministro, Srs Ministros, Srs Deputados” e por aí a fora. Às vezes até é bom eles fazerem isto, porque sempre nos refresca a memória quanto aos nossos órgãos de soberania e a sua hierarquia. E é também curioso ver quem é que um determinado orador acha relevante mencionar no seu discurso: “Este… não vou pôr este palhaço, porque se não tenho de pôr aqui também o outro… Vai só este.”.

É, eu penso nestas coisas todas, quando estou a ver os discursos do 25 de Abril. Devia era ter juízo e só acordar o meio-dia, mas o que é que se quer…

terça-feira, 25 de maio de 2010

Apelo ao Sr. Miguel Sousa Tavares

Queria deixar aqui um apelo ao Sr. Miguel Sousa Tavares: por favor, deixe de escrever livros, histórias, novelas, crónicas, duas linhas que sejam, acerca do deserto! É que para além de me pôr sempre a chorar com aquelas descrições das viagens, dos encontros, das pessoas, da areia, do sol escaldante, das paisagens, do silêncio e, acima de tudo, do que sente ao olhar para aquela imensidão de areia, de espaço e de luz, ainda desperta mais em mim a vontade de um dia lhe enviar um email, fazer um telefonema, tocar-lhe à campainha e pedir-lhe por tudo para me levar consigo na sua próxima viagem! Eu suplico-lhe! Faço tudo o que quiser, vou caladinha, faço de co-piloto (ou não), escrevo-lhe as memórias, monto a tenda, faço o jantar, lavo a roupa, tudo... mas por favor, Sr. Miguel Sousa Tavares leve-me consigo!!!

Intoxicada!

A bem da verdade, na realidade eu estou é engasgada! Engasgada porque isto a vida leva-nos a caminhos nunca esperados e isso é o que eu tenho verificado. A mais recente constatação é a que se segue. Isto é material digno, ãh, digno do nosso CABB, Clube das Amantes de Baixos e Barítonos.

Estava eu a passear pelas internets, a correr a minha lista de blogs, quando leio uma notícia que envolve a Anna Netrebko. Não percebi bem, porque li-a de uma maneira meio transversal mas li muito bem, isso li sim senhores, a parte dela e do seu noivo. Olá! Noivo? Deixa cá ver! Claro, também eu sou uma grande cusca! Ai, meus fofos, o que fui eu fazer… Então não é que o homem… o homem… Eu já o tinha visto aqui há atrasado, numa produção toda pipi do Don Giovanni e já tinha ficado assim a modos que… olha, pois… passa-me aí o copo de água, se faz favor… Mas olhem, fiquei muito contente, porque eles fazem um par muito bonito, porque ela é muito bonita e ele… bom… e haja gente feliz!

Curiosamente, a nossa LittleGirlBlue também ficou assim a modos que embasbacada e lá disse: “Uma pessoa não está à espera de uma coisa destas!”. E não está, e não está. Mas ela foi mais além. Ela elaborou todo um raciocínio acerca da evolução da classe baixo-barítono: desde o típico gordo de barbas, passando pelo refinamento dos altos, já jeitosos mas ainda com uma barriguinha proeminente… ai… até… oh… olhem… até chegarmos à finesse, à mais alta qualidade da estirpe… o Erwin Schrott! O Erwin Schrott! Não lhe vou dizer aqui nenhuns piropos nem considerar se se enquandra nos meus moldes ou não, mas convenhamos… ai…

Olhem, muita saudinha para vocês, Anna e Erwin. Haja muita saúde e sorte para vocês, para o vosso filho e para a vida saudável que levas… Erwin… Que saudável que tu és…
Obrigada sou eu por existires, Érvíne, mas obrigada mesmo!

Estás a ver? Já não gosto, Érvíne. Já não se pode elogiar que arma-se logo em convencido!


Garfield, o que é que estás aí a fazer, Garfield? Não me digas que estiveste a comer os biscoitos de limão que eu fiz de propósito para dar ao Érvíne, Garfield! Oh, oh, oh! Pronto, lá vou ter que o subornar com o filho! Traz aí o gelado de chocolate, pronto… vá…


Cui… cuidado com isso, ‘que o puto ainda é pequenino e eu tenho que impressionar o pai! Ai que pai tão… saudável…

Haverá por aí alguém que me consiga explicar?

Haverá por aí alguém que me consiga explicar porque é que se cospe tanto para o chão em Portugal?
Será fashion? Será sexy? Será que faz os homens mais machos? (e faz o quê das mulheres? Mais finas e requintadas?) Será algum costume enraizado na nossa ancestral cultura e eu eventualmente nasci em Marrocos e não sei?!

Agradeço e espero ansiosamente qualquer explicação por muito breve que seja! Obrigado!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pisca-pisca!

Ora bem. O post que se segue foi-me gentilmente encomendado pela LittleGirlBlue. Não podendo ser ela a fazê-lo, pois não pôde presenciar a cena que despoletou o texto, pediu-me amavelmente que eu o fizesse, já que foi a mim que me coube a boa ventura.

Sendo eu uma gaja que cresceu grande parte da sua vida num seio familiar matriarcal, e educada, consciente ou inconscientemente, em fortes bases feministas, há coisas que eu tenho muita dificuldade em assimilar… no sentido de digerir. Todas nós, gajas, com um palmozinho de testa (não vou dizer dois para não soar a pretensiosa!), deparamo-nos, por vezes, com homens em que o que nos apetece fazer é abanar a cabeça e dizer: “Eh pá, tu e a tua inteligência machona são uma aberração!”. Isto é um bocado contraditório porque, ao mesmo tempo que nós sabemos que uma pessoa é um esteriótipo, uma caricatura ridícula e extrema de uma determinada classe, não deixamos de nos sentir insultadas e vexadas por ela considerar de facto que as mulheres são seres inferiores.

E nós conhecemos um pintas desses. Não lhe falta a tatuagem, o fiozinho, a meia branca, o passar por nós, ver-nos e não nos dizer nada ou então dizer um: “Boa tarde” que parece que lhe escapou da boca, lá teve de ser, e então “deixa-me cá dizer isto depressa para me esquecer rapidamente que tive de o fazer”. E é incrível. Ele acredita mesmo que é superior a nós. Nem é melhor, mais forte, é mesmo superior. Curiosamente, eu tenho também a mesma perspectiva, pois vejo-o do ponto de vista social e antropológico, vá. Eu também tenho a perspectiva de que o vejo por cima, como uma águia, a sobrevoar.

O que vale é que nos rimos e conversamos um bocado sobre isto, sobre o que de mais cru existe na sociedade e relações humanas. Ai, meu Deus, isto era suposto ser uma coisa em jeito de graçola, mas acho que não sou capaz, mexe demasiado com os meus valores intrínsecos. Olhem, paciência, vou-me já embora que é para isto não piorar.

Vês, LittleGirlBlue, eu sabia que não devia ser eu a escrever isto!

domingo, 23 de maio de 2010

A “grande encomenda”!

Descobri que sou um quebra-cabeças para qualquer empregado de café, restaurante, snack-bar, todo o estabelecimento onde se coma ou beba! Sou a chamada “grande encomenda”! Porquê? Perguntam vocês e muito bem...

1º (isto vai parecer um anúncio à revista Happy!) prefiro Pepsi a Coca-Cola!
2º só bebo sumos naturais, à temperatura ambiente e consequentemente sem gelo! Ah! E sem açucar!
3º detesto café a ferver e portanto... só em chávena fria! Mesmo no Inverno!
4º detesto águas com sabores! Água para mim é só “água” e de preferência da torneira!
5º gosto de ovos bem passados e carne mal passada...
6º tostas mistas nunca, mas nunca, com tomate!

Ora, escusado será dizer que os sumos vêm à temperatura ambiente mas cheios de pedras de gelo (?!); os ovos quase crus e a carne a parecer sola; água das pedras sem sabores mas sempre com rodelas de limão (?!); no Inverno, não há café que não me queime a língua (“Ò menina, mas com tanto frio...”); em vez duma tostinha cheia de queijo derretido, há uma açorda com sabor a tomate que me tira do sério...

A única coisa que me safa é preferir Pepsi a Coca-Cola mas, lá está, sempre carregadinha de gelo e a bela da rodelinha de limão!!!

Basicamente, gosto de tudo ao natural! (E não se atrevam a fazer comentários despropositados...)

quinta-feira, 20 de maio de 2010


Se eu pegar na raiz quadrada e elevá-la ao cubo, subtraio-a por sete...

No “nosso” deserto...

Toda a gente que me conhece sabe que eu adoro ler! Adoro! O que é que eu hei-de fazer? Há coisas bem piores... adoro é ler sem ter vozes “on” por trás de mim! Dos lados! De frente! Aos berros! Como se alguém estivesse a morrer ou estivéssemos todos na feira do relógio a vender camisolas de mousse e pares de meias daquelas da raquete!!!
Gosto de ler nos transportes! Aliás, deve ser onde leio mais. Farto-me de ler nos transportes! Ou pelo menos tento...

Hoje, logo de manhã, vou eu na minha viagem matinal de comboio para o local de trabalho, entretida a ler “No teu deserto” do Miguel Sousa Tavares (e não puxem por mim senão venho para aqui fazer queixinhas e dizer que apesar de ter inaugurado este blog com um post sobre o porquê de não ter este livro, nunca ninguém mo ofereceu e tive que ir comprá-lo na Feira do Livro...) quando entram duas gralhas do sexo masculino que desataram a falar para a carruagem inteira! Confesso que não me interessa nada saber se o fulano A não gosta da areia da praia e só lá vai por causa da “miúda” e que o fulano B gosta, mas é só “das 7 da manhã às 11 e depois das 4 às 7 da tarde”! Meus amigos, não me interessa mesmo nada!

Finalmente saíram! Consegui ler mais 3 linhas... Eis senão quando entram mais duas gralhas, também do sexo masculino, a dissertar sobre se a “gaja” devia fazer isto ou aquilo! Minha amiga, não sei quem és, mas olha que os moços não estavam nada contentes contigo...

Saíram! Haja Deus! Mais 2 linhas e metade de outra... E agora... agora acontece uma das coisas que mais me irrita! Um rapazinho, de telemóvel em punho, a dar música ao comboio inteiro!!! Foi a gota de água! Fechei o Miguel Sousa Tavares (salve seja!), enfiei uns auscultadores e pus a música em altos berros!!!

Estou mesmo à espera de apanhar com gralhas no comboio de regresso... só ainda não sei é de que sexo é que são...


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Já fui ali acima também, meu senhor, e disseram-me que não era. Assim que cheguei fui ali ter com aquela senhora que me disse que era no 2º andar. E depois ainda teve o desplante de me dizer que o elevador está avariado e que o colega do guichet ao lado do dela, às 3ªs feiras, só trabalha lá. Eu nem queria acreditar. Eu disse-lhe: “Então mas eu fiz 50 quilómetros com a perna partida, estou aqui já todo inchado de tanta dor…”.

Ai, que me apanha aqui isto tudo!


É só para vos dizer que, uma semana após a grande tragédia que ocorreu na minha vida, ainda tenho os joelhos doridos… e da cor de um robalo! Entretando, já alterei o meu seguro de saúde, para poder contemplar fisioterapia e… termas e… Maldita a hora! É só eu fazer assim, oh, oh… ai que doooor! Apanha-me aqui isto tudo… Ai… maldita a hora…

As 4ªs feiras...

Detesto a 4ª feira! É um dia idiota! Não começa nem termina nada! Fica a meio, a semana suspensa! Já passaram dois dias do fim de semana mas ainda faltam mais dois! É um dia que me irrita, pronto!
‘Tá bem que os bilhetes de teatro são mais baratos e há jogos de taças europeias na tv mas, fora isso, não consigo ver qualquer utilidade neste dia!
Se pudesse... suprimia-o!!!

Que evoluídos que estamos!!!

O nosso Presidente da República (dizquesimdizqueé) disse “sim” ao casamento entre pessoas do mesmo sexo!

Pareceu-me um bocado mal disposto, o senhor... esverdeado até... o almoço não lhe deve ter caído bem mas... isso com uma aguinha das pedras vai lá! Isso passa! E vai ver que daqui a dois ou três dias já nem se lembra!!!


terça-feira, 18 de maio de 2010


Ê disse-lhe: “Se voltãs a falar assim ca nhámigã, levas um sepape com estã mão que tá aqui à tua frente!”. Ê fui sempre assim desde piqueninã, muite brutã, mas o que é que a gente há-de fazer, né? A gente narce com estas coisas, nãs consegue mudare.

Ele há coisas...

A propósito duma lembrança que a Bluedressed me ofereceu hoje, resolvi vir aqui partilhar convosco uma coisa que me atormenta! Não muito, vá, há outras que me atormentam mais mas pronto, esta é só, talvez, a mais ridícula!

Sabem todas aquelas coisas que supostamente nos fazem relaxar? As bolas, as tartarugas, os elefantes e os golfinhos e até mamas de borracha (oferta do amigo G. ...) para passarmos horas agarrados a elas a apertar, a fazer bem aos nervos e aos músculos (tudo supostamente...), no fundo, para libertarmos a vontadinha que às vezes temos de pregar dois socos em alguém? Sabem? Conhecem de certeza!
Estão a ver também aquelas musiquinhas com o som dos golfinhos e das águias, das ondas do mar, dos passarinhos a cantar e mais uma catrefada de sons supostamente calmantes e muito libertadores das nossas más energias e vontades? Também já ouviram de certeza, pelo menos uma vez na vida!

E se eu vos disser que todas essas coisas me irritam?! Mas irritam ao ponto de esfacelar os bonecos de borracha e pregar dois pontapés na aparelhagem?! Ao ponto de ameaçar as desgraçadas das empregadas de algumas lojas que nos tentam aliciar com esses sons “muito calmantes”, que ou calam a m***a da música ou saio porta fora?! Ao ponto de dizer que detesto golfinhos e que era capaz de andar aos tiros aos passarinhos?! Eu, que adoro animais e até me custa matar uma barata! (Sim, que eu tenho a pouca sorte de ter uma veia muito maternal e de ver em cada bichito a sua família inteira... ora agora matar uma barata? Então e depois os filhos? Quem toma conta deles? Quem lhes vai dar de comer? E o marido? De luto eternamente pela sua barata adorada? Enfim, bidas! Prometo que qualquer dia venho aqui falar dessa minha mania de fazer filmes para tudo quanto mexe! E não mexe também!)

Bom, este discurso todo só para vos dizer que quando pensarem numa prenda para mim, por favor, nunca pensem que eu me quero acalmar! Ofereçam-me antes uma parede, um saco de boxe... qualquer coisa, mas uma bola de borracha é que não! E eu que não dê de caras, mesmo que só de relance, com uma capa de cd com ondinhas!

Quanto ao presente da Bluedressed, serve agora como sinal de que alguma coisa me está a fazer passar dos carretos! Ela já sabe que cada vez que eu começar a apertar o presente e a mudar de cor, é porque... é porque... bem, tu sabes, Bluedressed!

segunda-feira, 17 de maio de 2010


E se eu fizer assim, ãh, estão a ver? O que acham? Eu não acho que fique muito mal, quer dizer... Vou agora experimentar de outra forma. Mais assim? Hmmm? Pois, eu também não sei... Ai, o que é que eu faço?

Papa, olé, olé!



Agora que o Papa já não está em território nacional (na realidade, o que ia dizer era: “já bazou”, mas dada a personalidade, contive-me na expressão), vou contar-vos uma coisa que me chocou deveras. Claro, eu aqui também só venho reivindicar, não é verdade? Pois concerteza! Se quisesse dizer coisas fofas tinha um diário em que colaria pétalas de rosa e outras coisas que mais, mas adiante.

Quando o Papa chegou a Fátima, a população estava rejubilante, a gritar “Viva o Papa”, pois claro, têm todo o direito. Só que, às tantas, estava uma outra multidão a gritar “Papa olé, olé!”. Papa olé, olé? Ele, para além de Chefe do Estado do Vaticano e representante de Jesus Cristo na Terra (corrijam-me se estou errada, porque nem sequer rezar sei) é também ponta de lança… trinco… defesa central? Papa olé, olé! Eu não queria acreditar. Em primeiro lugar, ao pensar naquilo que o próprio Papa estaria a pensar ao ouvir aquilo e, depois, no ridículo da situação. Ok, o Benfica tinha ganho o campeonato há poucos dias mas… Futebol, até o futebol, num momento destes? É como naquelas situações em que queremos dizer uma coisa e acabamos por dizer outra, fugindo-nos a boca para a verdade. Olhem… bidas…

E só para acabar, perdoem-me. Em entrevista a uma rapariga que estava no santuário, após a missa do Papa no dia 13, a jornalista perguntou o que ela tinha achado de uma mensagem em particular. Ela hesitou, disse que já não se lembrava, mas que o discurso tinha sido muito profundo. Pois, secalhar o Papa falou um bocadinho mais baixinho e ela não conseguiu ouvir… aquela parte…

Ai… bidas…

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Vou à caça! Preciso de sombras!

Há gente chata, chata, mas chataaaaaaaaaa... mas alguém achará normal a típica “tia”, entrar numa perfumaria e dizer que quer uma sombra para os olhos mas que está muito indecisa porque não sabe se quer rosa ou verde porque vai à caça? Porque vai à caça???!!!

Claro que o maquilhador de serviço lhe “sugeriu”, e muito bem, que se calhar o melhor era levar a sombra “camuflado”! Sempre fazia “pendant” com a coronha!!!

Amigo R., és o maior!!! Gabo-te a pachorra!
Conheço uma gaja que era boa para fazer de sirene dos bombeiros!

Chiça!!!
Ai.. aquele bacalhau à Zé do Pipo caiu-me tão mal… eu sabia que não devia ter comido aquilo…

É assim que se escreve bom português!!!

Irra! E, para que conste também, um ponto de exclamação é mais do que suficiente para manifestar uma opinião com mais ênfase, mas este assunto de que vou tratar a seguir tira-me tanto do sério que pus logo 3!

Amigos, o que eu vou aqui dizer vai ficar bem registado, está bem? Há gente burra, mas burra, que nunca parou para pensar sobre isto (e olhem que não custa muito) e não sabe distinguir uma coisa da outra. Há gente que não consegue distinguir, na escrita, entre o Pretérito Perfeito do Indicativo de um verbo e o Presente do Indicativo que leva junto de si um pronomezinho. Vamos lá ver se, para aqueles que se incluem no grupo dos burros, esta argolada vergonhosa desaparece de uma vez!

Imaginemos o verbo importar. Tem dois significados, certo? Certo. Quando eu digo assim: “Importas-te de me passar a salada?”, estou a usar o Presente do Indicativo com um pronome que já não me lembro como se caracteriza, mas é um clítico. Agora, se eu disser: “Importaste isso da China?”, estou a usar o Pretérito Perfeito do Indicativo, na segunda pessoa do singular. Por isso, sempre que é Pretérito, meus amigos, sempre é passado, algo que já foi para as galinhas, não é separado com um hífen, a não ser que, numa conversa eu diga: “Então e importaste-te de fazer isso?”. Aí temos as duas situações: o passado do verbo mais o pronomezinho. Amigos, mais atenção: não é “cais-te”, é “caíste” e assim sucessivamente. E falo assim desta forma mais ríspida para ver SE GANHAM VERGONHA! Shame on you!

Muito obigada! Mais aliviada!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ai tanta dor! Tanta dor!


Ai meu Deus! Ai meu Deus!

E não é que hoje me aconteceu, logo de manhãzinha, uma coisa que não me acontecia há anos? Ai… é verdade… e ainda por cima é daquelas coisas que nos faz reduzir à nossa mais baixa e básica condição, de onde saímos há uns quantos milhões de anos: hoje mandei um grande tralho, um valente tralho! E, ainda por cima, foi um tralho porque quis ser simpática e conscienciosa com o trabalho das outras pessoas e não andar a chafurdar no chão acabado de lavar. Foi monumental! Mala pesada com as toneladas de comida que trago sempre (três taparuéres e uma banana [geralmente é só uma taparuére, mas não ia deixar as favas estragarem-se, por isso lá tive de trazer outra… e mais outra para os… morangos…]), botas escorregadias e záz! De quatro, ali, no chão! Com a rapariga da limpeza super aflita, a sentir-se culpada! Qual culpada, deixa lá isso! Quem me mandou a mim andar em bicos dos pés? Lá me levantei (à rasca dos joelhos, há que frisar) e lá disse qualquer coisa relacionada com o assunto que estava a falar com ela. Conclusão: não me descosi, não me descompus… armei aquela postura do: “Caiu? Mas viram alguém cair? Eu sou uma senhora! Caí, paciência! Vou agora desatar aqui a chorar?” e depois lá disse um: “’Tá tudo bem!”, mas à rasca dos joelhos. Já me estou a imaginar, daqui a 30 anos, em minha casa, num dia de extrema humidade, a amaldiçoar o dia em que, imprudentemente, a preocupação com o trabalho dos outros me levou a deixar as mazelas que tantas dores me causam.

Não, não. Decididamente vou dedicar-me ao bandidismo e gatunagem, porque isto de ser honesta e boazinha só nos dá é… olhem… é dores!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Os Monólogos da Marijuana

Conselho de amiga! Se querem ir ao teatro, ver uma peça divertida, inteligente e que vos deixa bem dispostos pelo menos para 3 meses, vão ao Clube Raul Solnado, no Teatro Villaret em Lisboa ver Os Monólogos da Marijuana!

Aos domingos e segundas feiras, às 21:30, só durante o mês de Maio. Lá estará a Rita para vos receber e o João Craveiro, o Tobias Monteiro e o Paulo Duarte Ribeiro para vos entreter durante uma hora e meia (mais coisa menos coisa...)!

Vale a pena! Garanto que não se vão arrepender!
Deixo-vos aqui um cheirinho, espero que gostem!

Ah! O contacto para reservas é o 96 366 16 01

Se alguém se chegar ao pé de si no café e lhe pedir um café, NÃO é Impulse!
Muito menos é fome!!!
É mesmo só uma grande lata!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Peregrinovia

Hoje venho aqui falar duma coisa que me foi suscitada por um comentário feito após a notícia (com muito pouca graça) de que tinham sido atropelados dois peregrinos na estrada, quando íam para Fátima a pé.

Ora, quanto ao sucedido, lamento. Quanto ao comentário que ouvi direitinho da boca de outra peregrina, já não lamento, tendo em conta que me deu uma grande vontade de rir! Eis que esta senhora defende que os peregrinos tenham uma estrada só para eles! Ò minha amiga, minha crente, minha senhora cheia de fé, então mas que raio de peregrinação seria essa, numa estradinha feita à medida para quem vai em pagamento duma promessa, por fé, por acreditar?! E por onde iria passar essa estrada? Da frente da sua casa, dando a volta a Faro, passando por Viseu e pela Figueira da Foz, dando a volta a Viana do Castelo, com uma breve passagem por Bragança? Se calhar era melhor aí, em Bragança, fazerem um cruzamento, com saídas para Braga, Porto e Santiago de Compostela, não?

Já estou a imaginar a “Estrada da Peregrinação”, com Macdonalds de 20 em 20 km, postos de abastecimento de águas de 1500 passos em 1500 passos, lojas de recuerdos em cada grande cidade... Por sugestão de quem ouviu o comentário comigo, poderia sempre pensar-se em construir uma “peregrinovia”!

Quanto a vocês não sei, mas eu, meus amigos, não pretendo ir a pé para Fátima porque acho que os coletes reflectores não me ficam bem... De qualquer forma, respeito quem o faz e, em vez de comentários infelizes e despropositados, tenham mas é cuidado com as “biaturas” que por aí circulam!