“Oh minha senhora, a senhora não tem vergonha de andar assim? Aleijadinha e com o umbigo à mostra?”“Seu ordinarão! Vergonha é roubar e ser apanhado, seu gatuno!”
É Verão. Tempo de praia, piscina, sol, festas populares e farturas. Passeios pelas feiras, ficarmos malucos com as pechinchas que vemos e entusiasmados com os berros que os ciganos nos atiram para os ouvidos. É, é tempo disso tudo.
Sabem o que eu vos digo? Que estou por aqui, por aqui!
O calor dilata os corpos e ainda bem que assim o é porque desta forma nós, gajas, temos a oportunidade de nos queixarmos menos de certas e determinadas coisas sobre as quais nunca estamos satisfeitas. É, é verdade. Olhem, ainda bem. Por outro lado, é uma grande chatice quando se calça salto alto e depois chegamos ao fim do dia e os pés estão todos inchaaaaaaaaaados, porque, para variar, escolhemos mal o dia para os calçarmos. Eu falo por mim, levo-os sempre quando preciso de fazer tarefas que implicam maior esforço físico, mas isto eu acho que é a minha veia mais bruta a falar alto: “Ai é? Ai vais fazer aquilo? Então levas as sandálias que é para sofreres melhor.”. Sim, meus Fofos, sofrer melhor… Pensando bem, aquilo de que eu tenho mesmo pena que o calor não dilate é o estômago… Tanta coisa boa que eu tenho em casa para comer e não posso, porque já esgotei a capacidade de ocupação.
Eu disse àqueles para aparecerem na 3ª feira, reparem bem, na 3ª feira. A mim cheirou-me logo a esturro. Eles começaram com uma conversa: “Oh doutor, sabe que isto ‘tá complicado” e tal. Eu pensei assim: “Já me ‘tão a querer enrolar”, “Ah, e coiso, o tempo agora ‘tá de menos chuva, combinámos pintar aí os muros a uns fulanos… Vamos ver no que vai dar, vamos ver no que vai dar…”



Miss Bluedressed is back on her mission again, and this time she’s going to talk to you about commas. Sim, meus Fofos, vírgulas, pontuação. Casos em que não se devem usar nunca e casos em que o uso é facultativo. A propósito, esta maravilhosa árvore genealógica que vedes em cima é uma metodologia de estudo usada pela Gramática Generativa, de que falei no post/charopada anterior.
“Aparício! Aparício! Como foste capaz?”
Cá está a Teacher Bluedressed (ou Miss, como se diria em terras de outra língua materna) para vos dar mais uns lamirés de como se escrevem coisas da forma correcta. Esta é simples… digo eu… VÊEM e VÊM. O que é um e o que é o outro? Em primeiro lugar, e querendo complicar o que não é complicado, são os dois verbos, na mesma pessoa e no mesmo tempo verbal só que… o 1º é do verbo VER e o segundo é do verbo VIR. Vêem? É tão fácil a explicação, é tão fácil a aplicação que até enjoa. Eu até já estou assim um bocadinho pró… mas isso deve ser da fraqueza porque, apesar dos meus 37 quilos não aparentarem, sou uma moça de muito sustento.
Obrigada sou eu por existires, Érvíne, mas obrigada mesmo!
Estás a ver? Já não gosto, Érvíne. Já não se pode elogiar que arma-se logo em convencido!
Garfield, o que é que estás aí a fazer, Garfield? Não me digas que estiveste a comer os biscoitos de limão que eu fiz de propósito para dar ao Érvíne, Garfield! Oh, oh, oh! Pronto, lá vou ter que o subornar com o filho! Traz aí o gelado de chocolate, pronto… vá…

Cui… cuidado com isso, ‘que o puto ainda é pequenino e eu tenho que impressionar o pai! Ai que pai tão… saudável…
Já fui ali acima também, meu senhor, e disseram-me que não era. Assim que cheguei fui ali ter com aquela senhora que me disse que era no 2º andar. E depois ainda teve o desplante de me dizer que o elevador está avariado e que o colega do guichet ao lado do dela, às 3ªs feiras, só trabalha lá. Eu nem queria acreditar. Eu disse-lhe: “Então mas eu fiz 50 quilómetros com a perna partida, estou aqui já todo inchado de tanta dor…”.


